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Bitcoin cai com alta do petróleo e temor renovado de inflação

Ian Maule/Bloomberg Publicidade O Bitcoin perdeu força nesta segunda-feira, enquanto os preços do petróleo dispararam após os Estados Unidos lançarem novos ataques

Bitcoin cai com alta do petróleo e temor renovado de inflação
Ian Maule/Bloomberg
Ian Maule/Bloomberg

O Bitcoin perdeu força nesta segunda-feira, enquanto os preços do petróleo dispararam após os Estados Unidos lançarem novos ataques contra o Irã, aumentando os temores de que custos de energia mais altos reacendam pressões inflacionárias e reduzam a demanda por ativos mais arriscados.

A criptomoeda original chegou a cair 2,6%, para US$ 62.478, antes de amenizar as perdas. O movimento levou o Bitcoin de volta para abaixo de sua média móvel de 200 semanas, um nível técnico que pode sinalizar um mercado de baixa prolongado. O Ether, segundo maior token do mercado, também recuou 2,6%.

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“Historicamente, tocar a média móvel de 200 semanas serviu como um sinal razoável de que a parte principal da correção do Bitcoin está chegando ao fim e tem sido um bom ponto para montar posições de longo prazo de forma gradual”, escreveu em nota Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro. “No entanto, é importante entender que essa narrativa pode mudar rapidamente e não promete uma recuperação veloz.” Leia também: Economia: Panorama Semanal de Mercado e Cenário Político-Geopolítico

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A retomada das hostilidades entre EUA e Irã aumentou a preocupação de que a alta do petróleo possa reacender a inflação e elevar os juros, o que costuma desviar recursos de ativos de risco, como o Bitcoin. Os dados de inflação ao consumidor nos EUA e o depoimento do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, nesta semana, serão acompanhados de perto em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.

“Um CPI acima do esperado provavelmente reforçaria as apostas em uma alta de juros pelo Fed antes do fim do ano, o que pesaria sobre o Bitcoin”, disse Tony Sycamore, analista da IG Australia. Já um resultado em linha com o esperado ou mais fraco daria suporte aos comentários anteriores de Warsh de que as pressões inflacionárias estão diminuindo, acrescentou.

Os EUA lançaram novos ataques com mísseis contra o Irã no domingo, em mais um capítulo da sequência de ataques e contra-ataques entre Washington e Teerã, enquanto os dois lados divulgaram declarações contraditórias sobre a abertura do Estreito de Ormuz para a navegação. O petróleo Brent subiu 4,4%, para acima de US$ 79 por barril, com a escalada ampliando os temores de interrupções no fornecimento. Mais de economia

Embora o Bitcoin tenha sido pressionado pela aversão global ao risco, há um sinal positivo para sua perspectiva. O fim do recente ciclo de saídas dos ETFs representa uma melhora no pano de fundo de demanda da criptomoeda. A volta das entradas líquidas sugere que investidores institucionais estão menos defensivos em relação ao ativo, reduzindo o risco de fluxos negativos e melhorando as condições de mercado.

Os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram US$ 197 milhões em entradas líquidas na semana encerrada em 10 de julho, segundo dados do setor, interrompendo uma sequência de oito semanas de resgates e marcando a primeira leitura semanal positiva desde maio. O movimento encerrou um período de vendas institucionais intensas que culminou em US$ 4,5 bilhões em saídas líquidas durante junho. Leia também: Goldman vê fim gradual da dependência de Ormuz com expansão de oleodutos

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