CIEE lança prêmio para jornalistas que cobrem transformações do trabalho
Ler matéria →
Gabriela Echenique
Brasília
Indiciados no caso "Abin paralela" há mais de um ano, dezenas de servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) seguem em postos de comando e com acesso a informações sensíveis.
Em junho de 2025, a PF (Polícia Federal) concluiu as investigações e indiciou mais de 30 pessoas. Entre elas, o atual diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, o chefe de gabinete dele, Luiz Carlos Nóbrega e o corregedor-geral do órgão, José Fernando Chuy. Eles permanecem nas funções e com acesso a informações de Estado.
Leia no AINotícia: Americanas: PF avança na Operação Disclosure e Justiça bloqueia R$ 54 bilhões
Em março, a diretoria da Abin exonerou a então diretora do departamento de Gestão de Pessoas, Isabel Gil. Ela era responsável pela área de recursos humanos, processos disciplinares e gestão de conflitos. Leia também: CIEE lança prêmio para jornalistas que cobrem transformações do trabalho
O indiciamento da PF ocorreu após a corporação apontar ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a atual direção da Abin, já no governo Lula, realizou ações que interferiram no andamento das investigações.
Após a operação, o governo federal demitiu o diretor-adjunto do órgão de inteligência, Alessandro Moretti.
O processo estava parado há um ano com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mês passado, Gonet pediu ao ministro Alexandre de Moraes o envio do caso à primeira instância.
O caso da "Abin paralela" começou no governo Bolsonaro após a identificação de que os servidores da agência usavam um software, o First Mile, para rastreio irregular da localização de adversários do governo. Mais de politica
A primeira operação contra os suspeitos do caso ocorreu há dois anos e oito meses. Na época, seis servidores da Abin foram afastados dos cargos. Um deles já se aposentou e outro pediu exoneração.
Passados 32 meses, ao menos três servidores da agência continuam recebendo salário mesmo sem trabalhar. Leia também: Troca de mensagens entre Cunha e servidora aponta ‘burla’ em alocação
A coluna questionou a Abin sobre o pagamento de salário aos servidores afastados e a manutenção de indiciados em postos de comando.
A agência respondeu que "cumpre decisão judicial e não se manifesta sobre processo em curso".
Tópicos relacionados
Leia tudo sobre o tema e siga:
- Abin
- Alexandre de Moraes
- gsi
- ministério público
- Paulo Gonet
- PGR
- Polícia Federal
- STF
- Leia outros artigos desta coluna
- Envie sua notícia
- Erramos?
- Ombudsman
