
Crédito, Tyas/Berkeley Lab e KPNO/NOIRLab/NSF/AURA
- Author, Carlos Serrano
- Role, BBC News Mundo
- Há 4 horas
- Tempo de leitura: 5 min
Um poderoso instrumento com 5.000 olhos de fibra óptica revelou um mapa do universo que desafia nossas ideias sobre o cosmos.
Leia no AINotícia: Governo Trump revela arquivos sobre OVNIs e relatos de astronautas na Lua
Mais de 47 milhões de galáxias e quasares e 20 milhões de estrelas compõem a imagem sem precedentes obtida pelo Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI), instalado no Telescópio Mayall, no Observatório Nacional de Kitt Peak, no Estado americano do Arizona.
A imagem obtida pelo DESI abrange uma distância de 11 bilhões de anos-luz, o que significa que ele registrou galáxias em estágios muito iniciais, próximas à origem do universo, que é estimada em cerca de 13,7 bilhões de anos, de acordo com a pesquisadora Luz Ángela García, doutora em astronomia pela Universidade ECCI, na Colômbia, que falou à BBC Mundo, serviço em língua espanhola da BBC.
Esse marco nos permite entender melhor a estrutura das galáxias e como elas se formaram, mas também fornece novas pistas sobre a matéria escura, um dos maiores mistérios da ciência. Leia também: Como Países Baixos se tornaram terceiro maior exportador de alimentos do mundo
Esta animação mostra como o mapa do universo do DESI foi concluído ao longo de cinco anos. Começa com imagens do céu noturno capturadas pelo DESI e evolui para o mapa em 3D. A Terra está no centro de cada seção, e cada ponto representa uma galáxia.
Rastreando o céu
Com seus detectores de fibra óptica, o instrumento consegue medir o espectro das galáxias e, assim, calcular o quanto o universo se expandiu a partir do percurso que a luz faz dessas galáxias até a Terra.
Mas a outra grande conquista do DESI é que ele aponta para uma nova maneira de entender a energia escura, um componente que compõe 70% do universo e atua como uma força que acelera sua expansão.

Crédito, Claire Lamman/DESI
A ciência ainda sabe muito pouco sobre a energia escura. Mais de mundo
Até o momento, acredita-se que ela se comporte como uma "constante cosmológica".
Essa "constante cosmológica" é um fator que Albert Einstein adicionou às equações de sua teoria da relatividade geral e explica por que o universo permanece em um estado estável de expansão, como explica Claire Cameron em um artigo na Scientific American.

Crédito, DESI Leia também: Safo, a poeta da ilha de Lesbos cuja visão sobre amor e sexo atravessou 2,6 mil
Energia em evolução
As novas observações, no entanto, reforçam uma ideia que o DESI já vinha apontando há algum tempo: a energia escura não é estável, mas sim evolui.
Em 2025, o DESI já havia sinalizado que o efeito antigravitacional da energia escura poderia estar enfraquecendo.
Mas se a energia escura estiver realmente enfraquecendo, isso poderá influenciar nossa compreensão do universo.
Até agora, a visão mais aceita era a de que a energia escura permanecia praticamente inalterada.

Crédito, NOIRLab

Mapa ampliado
Leia também no AINotícia
- 'Pense fora da caixa': como evitar que IA enferruje seu cérebroMundo · 4h atrás
- Safo, a poeta da ilha de Lesbos cuja visão sobre amor e sexo atravessou 2,6 milMundo · 4h atrás
- 'Vou ter quantos bebês meu corpo aguentar': como a guerra leva mulheres a seMundo · 4h atrás
- Como Países Baixos se tornaram terceiro maior exportador de alimentos do mundoMundo · 8h atrás
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/L/g/4GtcgtS66Q73cEAWkr9w/f136fcc0-4b22-11f1-be9e-ad2f8d891a76.jpg)