Anderson Vieira Bastos, de 37 anos, foi preso em flagrante neste sábado ( ) em Barrinha, interior de São Paulo, suspeito de assassinar a namorada, Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos. Horas após o ocorrido, o homem buscou auxílio de vizinhos, afirmando que não tinha certeza se a jovem estava sem vida ou apenas adormecida, segundo relatos obtidos pelo G1. O crime se desenrola em um contexto de um relacionamento abusivo, com histórico de agressões e uma medida protetiva que a vítima havia retirado.
O Crime e a Confusão Inicial
O casal chegou ao bar de propriedade de Anderson, localizado na Rua Antônio Rodrigues da Silva, no Jardim Paulista, por volta das 8h10 da manhã (G1). Testemunhas informaram à polícia que, após Anderson fechar as portas do estabelecimento, uma discussão acalorada teve início entre 9h30 e 10h, prolongando-se por cerca de meia hora. Foi apenas por volta do meio-dia que Anderson deixou o local, solicitando ajuda aos vizinhos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi imediatamente acionado, mas, ao chegar, constatou o óbito de Carolina (G1). Leia também: flabasquete x brasília basquete: o que muda após o franca bateu o mogi por 97 a
Inicialmente, Anderson negou a autoria do crime, alegando que Carolina havia sofrido uma queda e batido a cabeça. Contudo, não forneceu explicações sobre a demora em buscar socorro aos agentes que atenderam a ocorrência (G1).
Histórico de Violência e a Medida Protetiva
A delegada Giovanna Scudellari revelou que Carolina já havia feito denúncias de agressão contra Anderson anteriormente. Em 1º de janeiro de 2026, uma ocorrência de lesão corporal foi registrada, resultando em um boletim no dia seguinte. Poucos dias após a concessão de uma medida protetiva, Anderson a descumpriu (G1).
Em abril, Carolina optou por retirar voluntariamente a medida protetiva que lhe havia sido concedida em janeiro (G1). Vitória Mendes Pavão, amiga da vítima, relatou à EPTV, afiliada da TV Globo, que a decisão de retirar a proteção foi tomada por Carolina a pedido de Anderson. Segundo Pavão, o relacionamento era "bem abusivo", caracterizado por agressões e ameaças constantes (G1). A delegada Scudellari explicou a dificuldade jurídica nestes casos: "Quem pede a medida protetiva não é a delegacia. É a vítima, por meio da delegacia. Então, do mesmo jeito que a vítima faz o pedido, a vítima faz o pedido de revogação e a gente não tem muito poder em relação a isso" (G1). Leia também: Ribeirão Rodeo Music 2026 Mais de noticia
Alegações do Suspeito e Próximos Passos
Ao ser interrogado, Anderson Vieira Bastos alegou à polícia ter descoberto uma suposta traição da companheira e que ela estaria fornecendo informações sobre suas atividades de tráfico às autoridades (G1). Ele foi preso em flagrante e será submetido a uma audiência de custódia na próxima segunda-feira ( ).
O que se sabe até agora
- Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos, foi morta em Barrinha (SP) na manhã de sábado (9).
- O namorado, Anderson Vieira Bastos, de 37 anos, foi preso em flagrante como suspeito do crime.
- Anderson procurou vizinhos horas após o ocorrido, alegando não saber se a vítima estava morta ou apenas dormindo.
- A vítima já havia denunciado o suspeito por agressões e chegou a ter uma medida protetiva, que foi retirada por ela em abril.
- O suspeito alegou que a motivação seria uma suposta traição e que Carolina estaria o denunciando por tráfico à polícia.
O trágico desfecho da vida de Carolina Lisboa da Cruz ressalta a complexidade e os perigos da violência doméstica, especialmente quando as vítimas, por diversas razões, acabam retirando as medidas de proteção. O caso, com seu histórico de agressões e o descumprimento de decisões judiciais, acende um alerta sobre a necessidade de redes de apoio contínuas e eficazes para mulheres em situação de risco, e a importância de que a sociedade esteja atenta aos sinais e apoie as vítimas na busca por segurança e justiça.
