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Amplitude completa ou parcial: qual é a melhor?

Amplitude completa ou parcial ganha peso no noticiário por causa dos desdobramentos mais recentes.

Amplitude completa ou parcial: qual é a melhor?

Amplitude completa ou parcial: qual é a melhor? Não há resposta que sirva para todo mundo: a escolha deve considerar o conforto e os objetivos individuais Em exercícios físicos, principalmente na musculação e no crossfit, a forma como um movimento é executado pode ser tão importante quanto o peso usado.

Entre as variáveis que influenciam no bom aproveitamento do treino, está a amplitude de movimento. Ela ocupa um papel central no desenvolvimento muscular. A amplitude é definida como o deslocamento de uma articulação durante a execução de um exercício.

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Quando o movimento atinge o máximo possível da articulação, é chamada de amplitude completa ou total. Já movimentos mais curtos caracterizam a amplitude parcial. Não há uma opção melhor ou pior para desenvolver os músculos, já que ambas irão fazer isso ao longo do tempo. Leia também: Como o café muda bactérias intestinais e afeta seu humor, segundo estudo inédito

Seja qual for a escolha, ela deve considerar o conforto, os objetivos do praticante e a execução adequada de cada exercício. Ambas influenciam diretamente no treino – alteram valores da carga, número de repetições e intensidade do exercício. A amplitude completa geralmente exige maior mobilidade das articulações e promove maior trabalho do músculo, já que envolve mais deslocamento e esforço.

Já as amplitudes parciais permitem incrementar o uso de cargas e mais repetições. + O que diz a ciência Um estudo de revisão analisou os trabalhos existentes sobre a qualidade e aplicação de cada tipo de amplitude nos músculos das regiões do corpo.

Embora as pesquisas geralmente envolvam um número limitado de participantes, o conhecimento atual indica que membros inferiores e superiores apresentam respostas diferentes à amplitude de movimento, visando sobretudo praticantes que têm como objetivo a hipertrofia muscular. Em músculos da parte inferior do corpo – quadríceps, adutores e glúteo –, há tendência de melhores resultados com amplitude completa. A maioria dos estudos aponta ganhos mais evidentes de hipertrofia quando comparados à amplitude parcial.

Não há estudos robustos sobre os impactos nos músculos da região do tronco. Já na parte superior do corpo, o cenário é mais indefinido. Algumas pesquisas indicam vantagens da amplitude parcial, enquanto outras mostram resultados parecidos entre os dois métodos. Mais de saude

Em certos casos, há benefícios mais visíveis da amplitude total para músculos como os bíceps. Em outros, a amplitude reduzida parece ser mais eficaz, como nos tríceps. Definir seus objetivos é o mais importante Não há evidências suficientes para recomendar uma amplitude específica como melhor para o desenvolvimento muscular. Leia também: Coração de atleta ganha destaque após novo desdobramento em coração de atleta: a história do transplante que virou medalha conheça a história de patrícia fonseca, da cardiopatia grave à carreira de

A escolha depende mais do contexto do treino e não de uma orientação geral. Por isso, o ideal é saber bem os objetivos individuais de cada praticante, ajustando de acordo com eles. Para hipertrofia, o desempenho máximo costuma ser prioridade, enquanto, para quem faz exercícios somente com o viés de buscar saúde e não necessariamente aumentar o tamanho dos músculos, amplitudes menores podem evitar estresse das articulações.

Estudos indicam que a amplitude completa estimula mais fibras musculares, ao promover maior alongamento e encurtamento do músculo. Esse processo poderia favorecer a hipertrofia. Outras pesquisas sugerem que a amplitude parcial permite explorar regiões de maior força, possibilitando o uso de cargas maiores.

Isso também resultaria em ganhos de massa muscular.

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