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A origem do megatsunami no Alasca que acaba de ser registrado como o 2º maior da história

Geological Survey Legenda da foto, Vista aérea do deslizamento de terra e tsunami de agosto de 2025 perto da geleira South Sawyer, no Alasca Article Information Author

A origem do megatsunami no Alasca que acaba de ser registrado como o 2º maior da história
Uma vasta extensão de mar gelado atravessa uma passagem estreita entre montanhas. Grande parte das encostas íngremes das montanhas está desprovida de vegetação verde, revelando rochas cinzentas e marcadas. Os cumes das montanhas estão salpicados de neve e o gelo cintila no fiorde abaixo.

Crédito, Cyrus Read/U.S. Geological Survey

Legenda da foto, Vista aérea do deslizamento de terra e tsunami de agosto de 2025 perto da geleira South Sawyer, no Alasca
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    • Author, Kate Stephens
    • Author, Helen Briggs
      e
    • Author, Kevin Church
  • Há 19 minutos
  • Tempo de leitura: 5 min

A onda gigante de um enorme megatsunami gerado quando parte de uma montanha do Alasca desmoronou no mar é a segunda mais alta já registrada — e um lembrete dos riscos representados pelo derretimento das geleiras, dizem cientistas.

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No verão passado, uma onda gigante varreu um fiorde remoto no sudeste do Alasca, deixando destruição em seu rastro.

Incríveis 64 milhões de metros cúbicos de rocha — o equivalente a 24 pirâmides do Egito — despencaram na água abaixo. A força colossal dessa quantidade de rocha caindo no fiorde em menos de um minuto criou uma onda gigantesca de quase 500 metros de altura.

Se isso não tivesse acontecido muito cedo, nas primeiras horas da manhã, vários navios de cruzeiro turísticos poderiam ter sido atingidos pela devastação, dizem os pesquisadores. Leia também: Lula e Trump: o que os dois presidentes querem ganhar com encontro na Casa Branca?

“Sabemos que havia pessoas que quase estiveram no lugar errado”, disse ele. “Tenho muito medo de não termos a mesma sorte no futuro.”

Mapa dos EUA e Canadá mostrando a localização do fiorde de Tracy Arm no sudeste do Alasca.

Essas ondas enormes, chamadas de megatsunamis, acontecem quando um deslizamento de terra causado por um terremoto ou por uma rocha solta atinge a água. Elas geralmente são localizadas e se dissipam rapidamente.

O maior megatsunami aconteceu em 1958 na baía de Lituya, também no Alasca, e teve mais de 500 metros. Esse megatsunami mais recente no Alasca foi o segundo maior.

Mapa dos EUA e Canadá mostrando a localização do fiorde de Tracy Arm no sudeste do Alasca.

Higman chegou ao local algumas semanas após o tsunami no fiorde Tracy Arm — um destino popular entre os navios de cruzeiro que exploram as maravilhas naturais do Alasca.

Ele encontrou árvores quebradas espalhadas pela encosta da montanha e arremessadas na água, além de vastas áreas de rocha sem solo e vegetação. Mais de mundo

Agora, uma nova pesquisa publicada na Science sugere que o derretimento de geleiras impulsionado pelas mudanças climáticas está tornando esses colapsos muito piores.

Infográfico ilustrado intitulado "Alguns dos tsunamis mais altos do mundo", mostrando uma onda azul imponente comparada com a altura de marcos históricos: The Shard (310 m), Torre Eiffel (330 m) e One World Trade Center (541 m). Uma lista classificatória mostra os dois tsunamis mais altos: Baía de Lituya, Alasca (1958) com 524 m; Tracy Arm, Alasca (2025) com 482 m; e alguns outros grandes tsunamis, como o de Dickson Fjord, Groenlândia (2024) com 200 m; a erupção do vulcão Hunga Tonga (2022) com 90 m; e o terremoto de Tohoku, Japão (2011) com 40,5 m.

A equipe combinou trabalho de campo, dados sísmicos e de satélite para reconstruir uma cadeia de eventos em efeito dominó e rastrear a altura da onda.

Stephen Hicks, da University College London, disse que anteriormente a geleira estava “ajudando a segurar esse pedaço de rocha” e, portanto, quando o gelo recuou, expôs o fundo do penhasco, “permitindo que o material rochoso desmoronasse repentinamente no fiorde”. Leia também: Quem foi Apolônio, o 'Jesus grego' que foi cancelado pelo cristianismo

Ele e seus colegas estudam tsunamis há décadas e estão preocupados.

“Agora, mais pessoas estão indo para áreas remotas – geralmente esses cruzeiros turísticos vão ver a beleza natural da área para realmente aprender mais sobre as mudanças climáticas – mas também são lugares perigosos.”

A imagem mostra uma vasta área de terra nua, rochas e lama, com grupos de árvores arrancadas ao fundo, tendo como pano de fundo uma densa floresta sob um céu azul.

Crédito, Cyrus Read/U.S. Geological Survey

Legenda da foto, Vista ao nível do solo dos danos causados ​​pelo tsunami perto da foz do fiorde, mostrando árvores arrancadas e vegetação removida da costa

Higman disse que há poucas dúvidas de que os riscos de megatsunamis estão aumentando.

“Neste momento, estou bastante confiante de que eles estão aumentando não apenas um pouco, mas aumentando muito”, disse ele.

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