O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visita uma base de produção de material nuclear e um instituto de armas nucleares em janeiro de 2025. — Foto: KCNA via Reuters
A Coreia do Norte não está vinculada a nenhum tratado de não proliferação de armas nucleares, informou a agência estatal KCNA nesta quinta-feira (7), enquanto Pyongyang continua rejeitando pressões e sanções internacionais para desmantelar seu programa nuclear.
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Kim Song, representante permanente norte-coreano na Organização das Nações Unidas, afirmou em comunicado que os Estados Unidos e outros países estão “prejudicando o ambiente” da 11ª conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), realizada na sede da ONU, ao levantarem a questão das armas nucleares norte-coreanas. Leia também: Lula e Trump: o que os dois presidentes querem ganhar com encontro na Casa Branca?
Segundo Kim, o status da Coreia do Norte como potência nuclear “não muda de acordo com declarações retóricas ou desejos unilaterais de atores externos”.
“Condeno e rejeito nos termos mais fortes os atos arrogantes e descarados de determinados países, incluindo os Estados Unidos, que questionam o acesso realista e legítimo da RPDC às armas nucleares”, declarou, usando a sigla da República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país.
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A Coreia do Norte ratificou o Tratado de Não Proliferação Nuclear em 1985, mas anunciou sua retirada em 2003, durante uma crise nuclear após Washington acusar Pyongyang de manter esforços secretos para desenvolver armas atômicas. A legalidade dessa retirada segue sendo contestada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, realizaram encontros em 2018 e 2019, antes das negociações fracassarem diante de divergências sobre o arsenal nuclear de Pyongyang. Leia também: Por que foto com Trump pode ser valiosa para Lula na eleição, segundo analistas
No ano passado, Kim Jong-un indicou disposição para voltar a se reunir com Trump caso os EUA abandonassem a exigência de desnuclearização.
A Coreia do Norte mantém instalações nucleares em várias partes do país. Analistas estimam que Pyongyang já tenha produzido material físsil suficiente para até 90 ogivas nucleares.
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