← Saúde
1 pessoa lendo agora Saúde

10 fatos sobre os danos do álcool — e o que está sendo feito para combatê-los

10 fatos sobre os danos do álcool — e o que está sendo feito para combatê-los Congresso reúne especialistas para discutir o cerco às bebidas e a redução de seus grandes

10 fatos sobre os danos do álcool — e o que está sendo feito para combatê-los

10 fatos sobre os danos do álcool — e o que está sendo feito para combatê-los Congresso reúne especialistas para discutir o cerco às bebidas e a redução de seus grandes impactos à saúde pública

Todo mundo sabe que o cigarro faz mal à saúde. Com o álcool, tão danoso quanto, a história é outra. “Ele ainda é um fator de risco negligenciado e um produto extremamente normalizado no mundo”, destaca Laura Cury, coordenadora do Projeto Álcool da ACT Promoção da Saúde.

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Cuidados, Dicas e Pesquisas da Semana

De olho no alto impacto da bebida, mais de 400 pesquisadores, ativistas e gestores públicos de quase 50 países se reuniram na oitava edição da Global Alcohol Policy Conference (GAPC), realizada no Rio de Janeiro. “É a primeira vez que o evento ocorre na América Latina, o que é importante, porque somos a segunda região da Organização Mundial da Saúde que mais consome álcool”, pontua Cury. Veja a seguir um apanhado das principais discussões: 1.

O elo íntimo com tumores O álcool é considerado carcinogênico pela Agência Internacional de Câncer (Iarc), no mesmo grupo do cigarro e do amianto, mas ainda é menosprezado nas políticas públicas preventivas. Uma pena, já que a substância eleva o risco por diversos mecanismos, e são mais de 700 mil casos anuais de câncer relacionados a ela no mundo.

Só no Brasil, o custo de tratamentos oncológicos motivados pelo álcool vai chegar a R$ 4 bilhões em 2030. 2. Um dos maiores determinantes comerciais da saúde Leia também: Médicos alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo

Esse termo representa um campo efervescente da ciência, que estuda o impacto dos negócios de diferentes setores na saúde. O álcool é um dos principais determinantes: junto com cigarro, indústria alimentícia e os combustíveis fósseis, responde por mais de 30% das mortes do mundo. + 3.

Alerta no rótulo Já imaginou se na garrafa viesse um aviso como o do cigarro, de que o produto causa câncer? Essa discussão está sendo tocada em alguns países, inclusive no Brasil. Falta entender, por exemplo, se o álcool receberia um alerta como a lupa dos alimentos ou algo mais contundente.

4. Em defesa da taxação O aumento do preço das bebidas alcoólicas é uma das medidas mais efetivas para reduzir o consumo.

O Brasil tem uma oportunidade nas mãos, com a reforma tributária, que incluiu o álcool no imposto seletivo, para produtos danosos. Mas ainda falta definir a alíquota. 5.

O peso nos gastos públicos com saúde Um estudo apresentado no GAPC mostrou que o consumo elevado no Brasil gera custos bilionários, entre gastos no SUS e indiretos, como a perda de anos de trabalho pela morte precoce. “E esses dados estão subestimados”, alerta o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz, autor do trabalho. Mais de saude

A cerveja, que parece mais “inofensiva”, é o maior problema. 6. Publicidade na era digital

A legislação sobre a propaganda do setor é de 30 anos atrás. Ou seja, está bem desatualizada para as práticas muito mais agressivas das redes sociais. Elas aprendem nossos interesses e oferecem conteúdo sutil e ultrapersonalizado.

7. Será que estamos mesmo bebendo menos? As gerações mais novas de fato estão mais sóbrias, em especial nos países ricos, mas, olhando o quadro geral, a tendência é que o consumo per capita aumente até pelo menos 2030, informam dados do The Lancet. Leia também: O vírus que deixou 1,7 mil passageiros confinados em cruzeiro na França

Nos países em desenvolvimento, os jovens bebem com mais frequência e maior volume por ocasião. 8. Consumo entre mulheres dispara Entre elas, o consumo aumentou vertiginosamente.

“ As mulheres cuidam mais, estão sobrecarregadas, e bebem não necessariamente por prazer, mas para sentir alívio”, aponta Natana Magalhães, da ONG Alcoolismo Brasil, destacando que as negras estão em risco ainda maior. 9.

Os dilemas da cerveja zero Realmente, melhor ela do que uma com álcool. Mas…

“Se a propaganda de cerveja for proibida, ela pode continuar sendo permitida, e geralmente a embalagem é idêntica. Então, na hora que você olha, não sabe se aquilo é zero ou não. E continua propagando a marca e normalizando o consumo desse grupo de produtos”, avalia Cury.

Fontes: Kashish Aneja, advogado, líder para a Ásia no Center for Transformational Health Law; Thaksaphon Thamarangsi, representante-chefe e diretor do escritório da Fundação CMB em Bangcoc; e Monika Kosinska, líder técnica global sobre determinantes da equidade em saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Médicos alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo
Saude

Médicos alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo

Ler matéria →

Leia também