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Zoonoses ganha destaque após novo desdobramento em zoonoses: o que são

Zoonoses: o que são e por que prevenir é investir no futuro Julho Dourado e o Dia Mundial das Zoonoses reforçam a importância da Saúde Única para prevenir doenças

Zoonoses ganha destaque após novo desdobramento em zoonoses: o que são e por

Zoonoses: o que são e por que prevenir é investir no futuro Julho Dourado e o Dia Mundial das Zoonoses reforçam a importância da Saúde Única para prevenir doenças transmitidas entre animais e humanos No julho, a atenção se volta às zoonoses— doenças transmitidas entre seres humanos e animais, como a raiva, a leptospirose, a febre maculosa e a dirofilariose. No dia 6, reconhecido como o Dia Mundial das Zoonoses, é reforçada uma premissa cada vez mais relevante para a saúde pública: pessoas, animais e meio ambiente estão inseridos em um mesmo sistema, no qual riscos e soluções estão profundamente interligados. Essa visão ganha ainda mais importância em um cenário marcado por desafios sanitários complexos, mudanças climáticas, urbanização acelerada e maior circulação de pessoas e animais.

Tudo isso torna essencial tratar o tema a partir da prevenção, vigilância, educação e da responsabilidade compartilhada, pilares fundamentais para fortalecer a saúde interconectada e construir respostas mais integradas e sustentáveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% das doenças infecciosas conhecidas têm origem zoonótica. Esse dado, por si só, mostra a dimensão do problema, mas ele também revela uma oportunidade:

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se grande parte das ameaças à saúde humana nasce na interface com os animais e o ambiente, então também é nessa conexão que estão muitas das soluções. É neste cenário que o conceito de Saúde Única ganha força. O conceito não se resume apenas a responder surtos ou tratar doenças quando elas já se manifestaram, mas sim trabalhar de forma estratégica e preventiva, desenvolvendo práticas mais robustas e eficientes, que envolvam a integração de governos, setor privado, comunidade científica e sociedade civil para garantia da saúde de todos.

No Brasil, o debate sobre o tema avança, mas ainda precisa de mais visibilidade e efetividade. A recente aprovação do Julho Dourado, campanha nacional voltada à conscientização sobre a saúde dos animais e à prevenção de zoonoses, foi um passo importante. Instituída pela Lei Federal nº 15.322, a iniciativa ajuda a ampliar o diálogo com a sociedade e a reforçar a importância do cuidado preventivo ao longo de todo o mês de julho, transformando o período em uma oportunidade de mobilização permanente.

Ainda assim, o avanço depende de medidas que consolidem esse tema na agenda pública. Por isso, merece destaque o Projeto de Lei nº 905/2024, de autoria do deputado federal Zacharias Calil, que propõe instituir o Dia Nacional das Zoonoses, em 6 de julho. A proposta é simbólica, mas seu valor é prático, pois criar uma data nacional significa abrir espaço para campanhas, ações educativas, mutirões, debates técnicos e políticas públicas mais consistentes. Mais de saude

Também é fundamental reconhecer o papel de todos nessa cadeia: tutores de cães e gatos, produtores rurais, profissionais de saúde, médicos-veterinários, organizações sociais e comunidades inteiras têm responsabilidade e protagonismo na prevenção. A proteção contra zoonoses começa em atitudes simples, mas decisivas, como manter a vacinação em dia, buscar acompanhamento veterinário, adotar práticas de higiene, cuidar do ambiente e procurar informação confiável. Nós, executivos responsáveis pelo setor privado, também temos um papel fundamental, garantindo o acesso democrático à prevenção, ao desenvolvimento de campanhas educacionais e a promoção contínua da inovação. Leia também: Tira-dúvidas sobre anestesia ganha destaque após novo desdobramento

Reforço que o combate às zoonoses não deve ser visto como uma ação pontual, restrita a campanhas de conscientização e efemérides, mas como uma agenda contínua, estruturante e colaborativa, que una conhecimento técnico, mobilização social e vontade política. Para avançarmos de forma concreta, precisamos fortalecer a cultura da prevenção e ampliar a presença da Saúde Interconectada nas decisões públicas e privadas. O próximo passo é transformar conscientização em ação permanente, porque falar de zoonoses é falar de futuro.

É investir em um amanhã mais seguro, justo e sustentável para todos. *Flavia Favaro Moreno é diretora de Relações Governamentais, RSC e ESG da Boehringer Ingelheim

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