Efeito sanfona e canetas emagrecedoras: como não reganhar peso após injeções
Ler matéria →Tira-dúvidas sobre anestesia: os tipos e os cuidados antes e depois do procedimento Sociedade Brasileira de Anestesiologia lança guia para esclarecer principais questões sobre o tema Poucos procedimentos médicos são tão frequentes e, ainda assim, geram tanta dúvida e apreensão quanto as anestesias. Por isso, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) acaba de lançar um guia básico que contempla as principais perguntas e respostas em torno do assunto.
“ Ele traz uma noção geral do que é a anestesia e de sua importância em exames e tratamentos, só cabe lembrar que nada substitui a conversa entre médico e paciente”, diz Vicente Faraon Fonseca, presidente da SBA. A seguir, compartilhamos questões comuns respondidas pela entidade para você ter mais segurança e conhecimento antes dos procedimentos.
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Como funciona o preparo para a anestesia? O paciente não deve deixar de perguntar quais são os exames de laboratório necessários, horário de internação e se é necessário jejum, lembrando que a água está incluída nas especificações do jejum. O paciente deve pedir esclarecimento e orientação sobre o tipo de anestesia a que será submetido.
Isso lhe dará mais segurança e tranquilidade. Deve ainda informar ao médico anestesiologista se tem, ou já teve, doenças como asma, diabetes, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio. Antes da anestesia, o paciente precisa suspender os medicamentos que costuma tomar?
Alguns medicamentos têm de ser suspensos temporariamente antes da cirurgia. Quem informa sobre isso é o médico anestesiologista. Se o paciente usa alguma droga ilegal, como cocaína, crack, maconha, faz uso de estimulantes ou anabolizantes, ou ainda se é portador de doença infectocontagiosa, ele não deve deixar de falar com o anestesiologista sobre isso. Leia também: Anvisa desmente ganha destaque após novo desdobramento em anvisa desmente
As interações entre substâncias e os anestésicos podem causar graves risco à saúde e à vida do paciente. Como médico, ele tem obrigação legal de guardar segredo profissional, não só sobre esse assunto, como sobre qualquer outro. Quanto mais informações o paciente der, melhor.
Com todas as informações, juntos, o anestesiologista e o cirurgião, terão melhores condições de planejar e executar seu trabalho com sucesso. Quais os tipos de anestesia existentes? Existem basicamente três modalidades.
Na anestesia local, o anestésico é aplicado somente no local da cirurgia. Na anestesia regional, há o uso de anestésico local em área de abrangência maior em relação à região do corpo onde será realizada a cirurgia, mas com preservação da consciência. Exemplo: na raquianestesia para cirurgia de varizes ou parto cesáreo.
Já na anestesia geral, o paciente fica inconsciente. Pode ser aplicada por diferentes vias, incluindo pela veia ou por inalação (através da respiração, o anestésico é inalado e entra no organismo pelos pulmões). O paciente pode escolher o tipo de anestesia?
O médico anestesiologista, após avaliar o paciente, apresentará as opções tecnicamente possíveis para a cirurgia em questão. Vantagens e desvantagens de cada alternativa deverão ser apresentadas, assim como possíveis complicações. Ao fim da consulta, o médico anestesiologista e o paciente decidirão, conjuntamente, que tipo de anestesia será administrada, considerando-se, portanto, aspectos técnicos e a autonomia do paciente. Mais de saude
Toda cirurgia necessita de anestesia? Cirurgia significa o tratamento de doenças utilizando-se processos operatórios manuais e instrumentais, estando implícito, portanto, maior ou menor agressão à integridade do corpo, o que, em pessoas normais, irá determinar o desencadeamento do sintoma doloroso. Assim, a boa prática médica moderna impõe o emprego de algum método anestésico durante a realização de procedimentos cirúrgicos.
Anestesia tem de ser feita por um médico anestesiologista? Há muitos procedimentos que dispensam o acompanhamento do médico anestesiologista, pois, por necessitarem de baixas doses de anestésicos locais, podem ser realizados pelo próprio cirurgião sem maiores riscos. Geralmente, são cirurgias mínimas, como a retirada de uma lesão na pele, por exemplo.
De qualquer modo, ainda nestes mesmos procedimentos, pode vir a ser imprescindível a presença do médico anestesiologista, como em casos de crianças ou pacientes muito ansiosos. É importante lembrar que o médico responsável pelo procedimento não deve ser o mesmo a administrar a sedação profunda. Dividir a atenção entre as duas funções pode comprometer a segurança. Leia também: Zoonoses ganha destaque após novo desdobramento em zoonoses: o que são
Por isso, a sedação deve sempre ser conduzida por um médico especializado. É necessário passar por uma consulta com o médico anestesiologista antes de uma cirurgia? Sim, qualquer paciente deve conhecer seu médico anestesiologista antes de submeter-se a uma cirurgia.
O médico anestesiologista, para bem realizar o ato anestésico, deverá conhecer o estado de saúde do paciente, assim como os exames e pontos importantes de sua história clínica atual e passada. Essa entrevista será mais bem realizada em uma consulta ambulatorial prévia à internação do paciente para a cirurgia programada, mas poderá ocorrer durante a internação, no momento da visita pré-anestésica, sempre obrigatória antes de qualquer anestesia. Quando o paciente pode ficar acordado ou não durante a cirurgia?
Na anestesia local ou regional, o paciente pode ficar acordado ou não. Em cirurgias rápidas em pacientes calmos, não há necessidade de ficar inconsciente. Em cirurgias mais longas ou em pacientes mais nervosos, é comum a utilização de sedação, ou seja, o paciente ficará dormindo durante a cirurgia.
Na anestesia geral, o paciente estará inconsciente durante todo o procedimento. Quanto tempo dura uma anestesia? O tempo de duração de uma anestesia deverá ser proporcional ao tempo estimado para a cirurgia.
O médico anestesiologista poderá manter a anestesia por quanto tempo for necessário, sem interrupção. Quais os principais riscos ao se submeter a uma anestesia? A anestesia evoluiu muito nas últimas décadas, de modo a permitir a realização de procedimentos cirúrgicos cada vez mais complexos.
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