O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Rafael Oliveira/TJRJ O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que o cargo de governador do Rio de Janeiro deve seguir com Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado. 🔎
Couto exerce o posto interinamente desde a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL). Além disso, havia dupla vacância nos cargos de vice-governador e na presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão se deu a partir de pedido ao ministro feito pelo PSD, partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, pré-candidato a governador nas eleições de outubro.
Na ação, o PSD pedia que Zanin confirmasse decisão liminar do ministro, de março. A ação do PSD chegou ao Supremo após pedido feito, também ao STF, pelo recém-eleito presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL). Ruas pede que a Corte transfira para ele o cargo de governador. Leia também: Iguinho e Lulinha, Zezo, Rey Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon são atrações do São João 2026 de Santo Estevão
O pano de fundo da batalha jurídica é a disputa entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, ambos pré-candidatos a governador nas eleições de outubro. A lógica do pedido de Ruas ao STF é de que a linha sucessória no Estado seria: na ausência do governador eleito, assume o presidente da Alerj e, na falta do presidente da Alerj, assume o presidente do TJ-RJ. Porém, quando o posto do então governador Cláudio Castro ficou vago, o de presidente da Alerj também estava vago.
Por isso, o cargo foi para o presidente do TJ. O pedido de Ruas ainda não foi analisado pelo STF. Decisão do STF se mantém, diz Zanin
Na decisão desta sexta-feira sobre a ação do PSD, Zanin diz que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj poderá apenas produzir efeitos na Casa Legislativa, mas não altera a decisão do plenário do Supremo. O ministro afirma que não precisaria proferir nova decisão além da de março, pois a permanência de Couto no governo do Rio de Janeiro já foi determinada pelo plenário do STF e permanece válida. Douglas Mais de noticia
Ruas foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Assembleia entrou com ação no Supremo pedindo que o cargo de governador fosse transferido de Ricardo Couto para Douglas Ruas. Crise institucional no RJ Leia também: Resumão diário do JN: Zanin mantém presidente do Tribunal de Justiça no comando do governo do RJ; EUA autorizam pelotão de fuzilamento para pena de morte em casos federais
O Estado do Rio de Janeiro vive uma crise institucional após a cassação do mandato do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e a saída do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou às vésperas de ser cassado e ficou inelegível por 8 anos. Após a renúncia de Castro, o presidente da Alerj deveria ser o próximo a assumir o governo porque o RJ já estava sem vice-governador desde maio de 2025. Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Com a dupla vacância no Executivo, o STF passou a analisar como deve ser feita a escolha do novo governador — se por eleição direta ou indireta — e determinou, em decisão liminar, que o comando do estado ficasse provisoriamente com o presidente do Tribunal de Justiça. A decisão final sobre o formato da eleição (direta x indireta) foi interrompida após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino. O placar estava em 4 a 1 por eleições indiretas.
Leia também no AINotícia
- Segunda Turma do STF forma maioria para manter ex-presidente do BRB presoNoticia · agora
- Nikolas diz que Jair Renan tem capacidade cognitiva de "toupeira cega"Noticia · agora
- Moraes manda prender Silvinei Vasques e mais 4 condenados pela trama golpistaNoticia · agora
- Gilmar pede desculpas por citar homossexualidade ao mencionar falas de ZemaNoticia · 4h atrás
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/3/2r6N2YQ46EVBNMhWmQaw/55167691357-cf8318c26e-o.jpg)