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Votação do fim da 6x1 é marcada por cantoria, provocações e pastor defendendo

Augusto Tenório Fernanda Brigatti Raphael Di Cunto Brasília A noite da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 teve troca de

Votação do fim da 6x1 é marcada por cantoria, provocações e pastor defendendo
Augusto Tenório Fernanda Brigatti Raphael Di Cunto
Brasília

A noite da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 teve troca de provocações, vaias e cantorias na Câmara. O texto é uma das apostas do presidente Lula (PT) para a campanha de reeleição.

Um dos personagens da noite foi o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). O parlamentar evangélico defendeu a escala 5x2 porque, na sua avaliação, esse regime de trabalho dará mais tempo para os trabalhadores terem "mais filhos", pois poderão "fazer seu sexo em paz e com mais tranquilidade".

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Isidório ainda protagonizou momentos de cantoria. O parlamentar criou uma música e cantou na tribuna com colegas. A canção improvisada dizia que "patrões injustos vão perder a batalha". O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) também puxou um momento musical, entoando Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, de Geraldo Vandré.

Deputado retira camiseta pelo fim da escala 6x1 a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta - Gabriela Biló/Folhapress

A bancada do PL repetiu no plenário a estratégia de "dobrar a aposta", já adotada na comissão especial, e defendeu a adoção da escala 4x3, de quatro dias de trabalho para três de folga. Além disso, pediram a entrada imediata da PEC em vigor, sem nenhuma transição. Antes, o partido defendia mais tempo para a adaptação. Leia também: EUA pedem que Europa faça restrições de viagem ligadas ao ebola antes da Copa

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse na tribuna que o governo "se lascou" ao adotar o discurso de que os parlamentares contrários são "inimigos do povo".

"Se lascaram, sabe por quê? Votamos sim. Quer jogar o jogo, eu sei jogar também", disse. O parlamentar afirmou, no entanto, que demissões e aumento de preços serão um resultado "maravilhoso" da emenda constitucional.

"Vou falar exaustivamente. Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor tiver que demitir, esse dia vai ser maravilhoso. Vocês queriam votar algo e fugir da consequência", disse ao criticar a matéria. Ele votou a favor da medida em seguida.

O deputado André Fernandes (PL-CE), que subiu à tribuna depois de Nikolas, chegou a ter o microfone cortado depois que chamou aqueles que assistiam à votação na tribuna de "vagabundos": "Vocês estão desde as 2 horas da tarde aqui, são vagabundos." Mais de economia

O parlamentar do PL também afirmou que a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que previa a escala 4x3, foi humilhada quando o governo decidiu adotar o modelo 5x2. "Estão dizendo que você é incapaz de apresentar algo decente."

Respondendo a Fernandes, Erika disse que a extrema direita estava protagonizando um "teatro de biruta de aeroporto". A deputada do PSOL também disse que humilhante era "se tornar deputado ensinando na internet a fazer depilação íntima", em referência a vídeos publicados pelo parlamentar antes de se tornar político. Leia também: Economia: Radar de Notícias da Semana

Ao fim da votação em primeiro turno, o plenário foi dominado pela base do governo. Houve gritos de "olê olê olá, Lula, Lula". O relator da proposta, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), se emocionou. Ele foi ao fundo do plenário e falou ao telefone.

Num momento do seu discurso, Prates agradeceu a Motta por ter sido escolhido para a relatoria e acreditado na proposta. O deputado baiano disse que estaria sempre com o presidente da Câmara "nos seus sonhos".

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