Podcast discute impactos da briga em público de Michelle e Flávio Bolsonaro
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Carlos Petrocilo
São Paulo
Preso nesta quinta-feira (25), o vereador da capital paulista Senival Moura (PT) escapou de responder a um processo de expulsão do PT em 2014 em decorrência de investigações do Ministério Público por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na época, Luiz Moura, irmão de Senival e então deputado estadual, foi expulso, em decisão da executiva estadual do PT em São Paulo.
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Luiz teria participado de uma reunião com 13 integrantes da facção criminosa na sede de uma cooperativa de transporte público, ligada inclusive a Senival, segundo a Polícia Civil. Leia também: Presidente da Comissão do Idoso da Câmara de SP, Senival foi apelidado
O então presidente do PT paulista e hoje deputado estadual Emídio de Souza justificou na época a permanência de Senival no partido, apesar de estar entre os alvos da investigação.
"Não tem nada a ver uma coisa com outra. Senival é sócio de uma cooperativa. Não há elementos contra ele. O Luiz Moura foi acusado de participar de uma reunião com o PCC", disse Emídio, em julho de 2014.
Procurado pelo Painel nesta quinta, o deputado preferiu não comentar o fato de 12 anos atrás.
Nesta quinta (25), o diretório do PT na cidade de São Paulo afirmou que Senival deverá responder a processo no Conselho de Ética e poderá sofrer afastamento ou até mesmo expulsão. Mais de politica
Segundo a Polícia Civil, Senival foi quem abriu as portas da empresa de ônibus Transunião para a facção criminosa.
O vereador, aponta a investigação, "instrumentalizou a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino", voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados ao PCC. Leia também: Presidente da Comissão do Idoso da Câmara de SP, Senival foi apelidado
A defesa de Senival diz que a prisão causou indignação e a "verdade prevalecerá".
"A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos", disse o advogado Marcio Sayeg, que representa Senival.
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