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Único haitiano a marcar contra a seleção diz que fazer gol no Brasil “significa

Estufar as redes do Brasil e ser o único a fazê-lo, porém, é ainda mais inesquecível

Único haitiano a marcar contra a seleção diz que fazer gol no Brasil “significa

Marcar um gol com a camisa de sua seleção é algo especial. Estufar as redes do Brasil e ser o único a fazê-lo, porém, é ainda mais inesquecível. Esse é o caso de James Marcelin, jogador hoje aposentado e que foi o autor do gol do Haiti contra o Brasil na Copa América Centenário, em 2016– o Brasil venceu a partida válida pela fase de grupos por 7 a 1.

O então meio-campista disse para o site da FIFA que nem a goleada tirou o sabor de deixar sua marca contra a seleção com mais títulos de Copa do Mundo da FIFA na história.

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Marcelin deixou os gramados em 2019, após passagem pelo FC Edmonton, do Canadá, e disse vai observar de fora o reencontro do seu país com o Brasil na Copa do Mundo da FIFA 2026. A partida acontece nesta sexta-feira (19), pelo Grupo C, o segundo compromisso de ambas as equipes na competição. Leia também: Economia: Panorama do Mercado e Política em Destaque

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O último encontro das duas seleções foi justamente o jogo que contou com o gol de Marcelin. Na segunda rodada do Grupo B da Copa América Centenário, o Brasil já vencia por 5 a 0 com gols de Philippe Coutinho (dois), Renato Augusto, Gabriel Barbosa e Lucas Lima. Aos 25 minutos do segundo tempo, porém, Duckens Nazon chutou de primeira e obrigou Alisson a espalmar a bola. Marcelin aproveitou o rebote e tocou para o fundo das redes.

Renato Augusto e Coutinho ainda fariam mais um cada para encerrar o placar em 7 a 1, mas o então meio-campista já havia entrado para a história da seleção haitiana como o primeiro a marcar contra o Brasil principal.

“Foi incrível. Disputar a Copa América pela primeira vez e ser o primeiro jogador a marcar pelo Haiti em uma Copa América. E ser o único a marcar um gol contra o Brasil. É fantástico, nem poderia imaginar que aconteceria”, disse Marcelin em entrevista à FIFA. Mais de economia

“Marquei outros gols pelo Haiti, mas esse significa muito mais”, admitiu o ex-jogador, destacando a paixão local pela seleção canarinho e pelo arquirrival local dos brasileiros. “No Haiti, eles são fãs do Brasil e da Argentina. Então foi algo importante para os torcedores. Eles amaram”, afirmou.

A relação entre Brasil e Haiti é breve, mas intensa. São apenas três jogos entre os dois países antes do reencontro na Copa de 2026. Antes do duelo pela Copa América Centenário, os dois duelos anteriores foram em amistosos, entre eles o chamado “Jogo da Paz” de 2004. Na ocasião, apenas dois anos após o título na Copa de Coreia do Sul e Japão, a Seleção atuou na capital Porto Príncipe com estrelas como Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Adriano como parte de uma campanha de desarmamento. R10 foi quem mais brilhou com três gols— Roger Flores (dois) e Nilmar completaram o 6 a 0. Leia também: Jaques Wagner recebeu apartamento de R$ 2,5 mi como propina, diz jornal

Marcelin tinha 18 anos na época e ainda não fazia parte da seleção de seu país. Mas foi testemunha do furor que tomou conta das ruas do Haiti. “Vi o jogo na televisão, eu era um garoto. Foi algo especial. Queriam fazer aquele jogo para promover a paz no país. Era um momento crítico no Haiti, então foi muito especial. Vieram em tanques e tudo, foi insano”, lembrou.

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Roberto de Lira

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