Crédito imobiliário: por que a BRZ entrou no mercado de FIDCs?
Ler matéria →WASHINGTON, 4 Ago (Reuters)– Um pedaço de foguete da SpaceX que está flutuando no espaço desde o ano passado deve colidir com a Lua em alta velocidade na madrugada de quarta-feira.
O objeto, do tamanho de um ônibus escolar, é o segundo estágio de um foguete Falcon 9 da SpaceX que havia lançado um módulo de pouso lunar da Firefly Aerospace em direção à Lua em janeiro de 2025.
Leia no AINotícia: Como consultar o saldo do FGTS pelo aplicativo da Caixa
Pesando quatro toneladas, o corpo do foguete deve atingir a Lua por volta das 3h35 (horário de Brasília), colidindo com a superfície a 8.690 km/h. O lixo espacial levantará uma nuvem de poeira lunar que provavelmente será iluminada pela luz solar, mas difícil de ser avistada a olho nu da Terra.
Baixe agora!
O impacto não é intencional, informou a SpaceX. Espera-se que o fragmento do foguete atinja a Cratera Einstein, na borda ocidental da Lua, que costuma ser difícil de ser vista da Terra.
FORÇAS CÓSMICAS EMPURRARAM O PEDAÇO EM DIREÇÃO À LUA Leia também: Greve CPTM: funcionários decidem manter paralisação das linhas 11, 12 e 13 em SP
Esses estágios normalmente caem de volta na atmosfera terrestre e se queimam ou mergulham no oceano após impulsionar a carga útil do foguete até um ponto preciso em órbita.
Mas, como a missão do módulo de pouso lunar exigiu mais impulso do que missões mais próximas da Terra, o segundo estágio do foguete permaneceu no espaço, flutuando sem rumo entre milhares de outros pedaços de lixo espacial dos quais os satélites ativos precisam se manter afastados.
Foi somente no início deste ano que os astrônomos determinaram que o estágio do foguete, que havia descarregado seu combustível restante e não pode ser controlado, estava em uma trajetória orbital que terminava na Lua.
“O que aconteceu foi essencialmente uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais que o colocaram em uma trajetória rumo à Lua”, disse Julianna Scheiman, diretora da SpaceX para os programas científicos da Nasa e do Dragon, aos repórteres na segunda-feira.
“Isso pode ter algum— provavelmente pequeno— interesse científico, e podemos aprender algumas coisas com isso”, disse Bill Gray, criador de um software de astronomia amplamente utilizado que publicou um relatório sobre o impacto do estágio em abril. Mais de economia
“Isso não representa nenhum perigo para ninguém, embora destaque um certo descuido em relação à forma como os resíduos de equipamentos espaciais (lixo espacial) são descartados.”
Impactos de lixo espacial na Lua são raros. Um estágio de foguete chinês colidiu com a Lua em março de 2022, após concluir uma missão de teste lunar. Em 2009, a Nasa fez um estágio de foguete colidir intencionalmente com a Lua para estudar a nuvem de material lunar lançada pelo impacto. Leia também: Decisão dos EUA sobre visto de embaixadora se dá por razões ideológicas, diz
Várias espaçonaves que pretendiam pousar suavemente na Lua nos últimos anos acabaram se acidentando. A missão russa Luna-25, movida a energia nuclear, ficou fora de controle e se acidentou em 2023. Sua pequena fonte de energia de plutônio-238 provavelmente permanece inofensiva na superfície lunar.
A missão do módulo de pouso indiano Chandrayaan-2 sofreu um acidente em 2019. O módulo de pouso israelense Beresheet também sofreu um acidente naquele mesmo ano. Entre as cargas úteis do módulo de pouso israelense estavam minúsculos tardígrados, animais microscópicos conhecidos por sobreviverem à radiação e a outros ambientes hostis, e que podem ainda estar na superfície.
A Nasa fez com que estágios de seu foguete lunar Saturn 5 colidissem intencionalmente com a Lua na década de 1970 para estudar os efeitos sísmicos dos impactos.
A Nasa e a SpaceX estão discutindo maneiras de evitar futuros impactos lunares, disse Scheiman. A agência espacial dos EUA planeja construir uma base lunar e enviar missões rotineiras de astronautas à superfície lunar a partir do final desta década, no âmbito de seu programa Artemis, de vários bilhões de dólares. Ela não gostaria que pedaços errantes de lixo espacial causassem impactos nesses ativos.
Tópicos relacionados
- Business
- Mundo
- Elon Musk
- foguete
- Lua
- Nasa
- SpaceX
Reuters
Leia também no AINotícia
- Crédito imobiliário: por que a BRZ entrou no mercado de FIDCs?Economia · agora
- Greve CPTM: funcionários decidem manter paralisação das linhas 11, 12 e 13 em SPEconomia · agora
- Anvisa pode aprovar 8 novas canetas de liraglutida e semaglutida até o fimEconomia · 1h atrás
- Infantino convoca reunião de crise em congresso da Fifa no MarrocosEconomia · 1h atrás


