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Ler matéria →Paralisação Atinge Eixos Essenciais da CPTM
Desde a zero hora desta terça-feira, , as Linhas 11-Coral (Luz-Guaianases), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Engenheiro Goulart-Aeroporto-Guarulhos) da CPTM operam sob paralisação completa, impactando diretamente o deslocamento de passageiros que utilizam o sistema ferroviário diariamente. Essas linhas, que conectam importantes regiões da capital e da Região Metropolitana de São Paulo, foram recentemente repassadas pela gestão estadual para a operação da empresa Trivia Trens, medida que está no cerne da atual disputa. A decisão de manter a greve por tempo indeterminado foi tomada após a avaliação das tratativas com o governo e a constatação de que, para o sindicato, não houve uma garantia escrita satisfatória para as reivindicações dos trabalhadores.Disputa por Empregos e Reestatização Move o Sindicato
A principal pauta dos funcionários, conforme nota do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, é a reestatização das três linhas concedidas ou, alternativamente, a garantia de manutenção dos cerca de 4.700 empregos dos atuais funcionários da CPTM. Atualmente, estes trabalhadores estão sujeitos a um plano de demissão voluntária, o que gera grande insegurança. O sindicato afirma que, apesar das conversas ao longo do dia 4, o governo não formalizou uma "garantia concreta por escrito" sobre a permanência dos empregos, considerada a reivindicação central. Diante desse cenário, a assembleia da categoria deliberou pela continuidade do movimento e convocou uma nova Assembleia Geral para esta quarta-feira, 5 de agosto, às 17h00, para reavaliar o andamento das negociações e os próximos passos da mobilização.Governo de São Paulo Critica e Defende Concessões
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, utilizou as redes sociais para criticar veementemente a greve, classificando-a como "instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem". Em suas declarações, o governador afirmou que "a aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo". Ele defendeu que as concessões visam aprimorar os serviços, citando melhorias como a eliminação de problemas de via permanente, aquisição de novos trens, estações mais acessíveis, correção de falhas na via aérea de alimentação e subestações, além da extensão de linhas até Bonsucesso ou César de Souza, visando maior confiança no sistema. O governador também argumentou que negociações ocorreram, garantias de emprego foram oferecidas e, segundo ele, "descartadas pelo sindicato", que teria ignorado a proposta governamental e uma decisão anterior da Justiça do Trabalho. Em nota, o governo reiterou que a paralisação foi decretada unilateralmente pelo sindicato, desconsiderando o compromisso de não haver demissões durante o período de realocação dos funcionários da CPTM, e que as linhas já concedidas estão operando normalmente.O Impacto Direto na Vida do Paulistano
A paralisação das Linhas 11, 12 e 13 da CPTM tem um impacto severo na rotina de milhões de paulistanos. O direito de ir e vir dos cidadãos é comprometido, forçando-os a buscar alternativas de transporte, muitas vezes mais caras e demoradas, como ônibus superlotados ou aplicativos de transporte. A interrupção desses serviços essenciais gera atrasos, prejuízos financeiros e estresse para trabalhadores e estudantes, evidenciando a centralidade do sistema ferroviário na dinâmica urbana da metrópole. A disputa entre sindicato e governo, portanto, transcende as mesas de negociação e se manifesta diretamente no cotidiano da população, que se vê no meio do embate sobre o modelo de gestão do transporte público.O que se sabe até agora:
- A greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM foi mantida por tempo indeterminado após assembleia de .
- A paralisação, iniciada à 0h da terça-feira, impacta milhares de passageiros na Grande São Paulo.
- Os trabalhadores reivindicam a reestatização das linhas ou a garantia por escrito da manutenção de 4.700 empregos após a concessão à empresa Trivia Trens.
- O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias alega que o governo não apresentou garantia formal de empregos.
- O governador Tarcísio de Freitas criticou o movimento, chamando-o de "instrumentalização política" e afirmando que garantias de emprego foram oferecidas.
- Uma nova Assembleia Geral do sindicato está marcada para 5 de agosto, às 17h00, para reavaliar as negociações.
Perguntas frequentes
Quais linhas da CPTM estão em greve em São Paulo?
As Linhas 11-Coral (Luz-Guaianases), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Engenheiro Goulart-Aeroporto-Guarulhos) da CPTM estão com a operação paralisada por tempo indeterminado desde, conforme decisão dos trabalhadores. Leia também: Ariana Grande Anuncia Pausa na Carreira Após Intenso Escrutínio Público
Qual o motivo da manutenção da greve na CPTM?
Os trabalhadores decidiram manter a greve por tempo indeterminado por não terem recebido uma garantia formal, por escrito, da manutenção dos seus cerca de 4.700 empregos, após a concessão das linhas à empresa Trivia Trens. A reestatização das linhas também está entre as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
O que o governo de São Paulo afirma sobre o movimento paredista?
O governador Tarcísio de Freitas classificou a greve como "instrumentalização política" e declarou que o governo ofereceu garantias de emprego, mas que estas teriam sido descartadas pelo sindicato. O governo também ressalta que a paralisação é uma decisão unilateral e que as concessões visam aprimorar os serviços.
Quando haverá novas negociações ou uma decisão final?
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil convocou uma nova Assembleia Geral para, às 17h00, quando os trabalhadores reavaliarão o andamento das negociações e definirão os próximos encaminhamentos do movimento.
Com a manutenção da greve, a população de São Paulo permanece em um cenário de incerteza quanto à regularização do transporte em parte das linhas da CPTM. As próximas negociações e a assembleia agendada para esta quarta-feira serão cruciais para definir o futuro da paralisação e o impacto contínuo na mobilidade urbana, enquanto o governo estadual e o sindicato persistem em suas respectivas posições.






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