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Trump fala em 'vulnerabilidades chocantes' do sistem eleitoral às vésperas

Crédito, EPA Article Information Author, Bernd Debusmann Jr Role, Repórter da BBC News na Casa Branca e Author, Anthony Zurcher Role, Correspondente na América do Norte

Trump fala em 'vulnerabilidades chocantes' do sistem eleitoral às vésperas das
Donald Trump no pódio em 16 de julho

Crédito, EPA

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    • Author, Bernd Debusmann Jr
    • Role, Repórter da BBC News na Casa Branca
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    • Author, Anthony Zurcher
    • Role, Correspondente na América do Norte
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Em um pronunciamento transmitido em horário nobre nas televisões americanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de interferir nas eleições de 2020 e alegou "vulnerabilidades chocantes" nos sistemas de votação de seu país.

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Trump, que falou da Casa Branca na noite de quinta-feira (16/07), fez repetidamente alegações infundadas sobre fraude eleitoral e interferência estrangeira nas eleições de 2020, nas quais perdeu para Joe Biden.

O discurso de meia hora foi proferido três meses antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, que elegerão deputados e senadores para o Congresso americano.

Na fala, Trump disse ter tirado o sigilo de centenas de arquivos de inteligência que corroboravam suas alegações de que Pequim tentou influenciar a eleição a favor de Biden há seis anos. Leia também: Qual o impacto do tarifaço de Trump no Brasil? 'Deve ser restrito' e mostra

A comunidade de inteligência dos EUA já havia concluído que a China não interferiu nas eleições de 2020.

Cabines de votação nos EUA

Crédito, Getty Images

Trump discursou diante de vários membros de sua equipe principal, mas os jornalistas não puderam fazer perguntas ao presidente.

Em seu discurso, ele acusou a China da "aquisição ilícita" de 220 milhões de arquivos de eleitores, incluindo informações pessoais.

Trump disse que dados de eleitores em 18 Estados foram "comprados, roubados ou hackeados pela China" e acusou "os responsáveis ​​por soar o alarme" de não divulgarem a descoberta a autoridades governamentais ou ao Congresso. Mais de mundo

Trump não apresentou, em seu discurso, nenhuma evidência de que a China tenha usado as informações que supostamente coletou para alterar sistemas de votação ou influenciar os resultados das eleições. Leia também: A história por trás das fotos de Messi dando banho em Yamal bebê: 'Ele não

As primeiras análises das centenas de páginas de documentos de inteligência divulgados pela Casa Branca durante o discurso de Trump, muitos deles com trechos censurados, não pareceram apresentar novas evidências de fraude eleitoral ou interferência chinesa nas votações.

Em resposta ao seu discurso, a Embaixada da China em Washington disse à agência de notícias Reuters que Pequim "nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais".

A BBC entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores da China para obter um comentário.

Membros do Partido Democrata, da oposição, acusaram Trump de tentar semear dúvidas sobre a segurança das eleições de meio de mandato de novembro, que decidirão o controle do Congresso pelo restante de seu mandato.

"Sejamos claros: na América, os eleitores escolhem seus líderes, e não o contrário", publicou o senador democrata Chuck Schumer nas redes sociais após o discurso.

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