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Trump elogia acordo com o Irã, mas dúvidas — e riscos — continuam

Trump elogia acordo com o Irã, mas dúvidas — e riscos — continuam Crédito, REUTERS/Stringer TPX IMAGES OF THE DAY Legenda da foto, Embarcações no estreito de Ormuz

Trump elogia acordo com o Irã, mas dúvidas — e riscos — continuam
Trump elogia acordo com o Irã, mas dúvidas — e riscos — continuam
O estreito de Ormuz é mostrado à distância por vários navios-tanque e barcos de carga. Há montanhas em primeiro plano e à distância.

Crédito, REUTERS/Stringer TPX IMAGES OF THE DAY

Legenda da foto, Embarcações no estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã
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    • Author, Anthony Zurcher
    • Role, Da BBC News em Washington
  • Published Há 29 minutos
  • Tempo de leitura: 4 min

Em sua publicação nas redes sociais celebrando o acordo, o presidente americano disse que o estreito de Ormuz estaria aberto à navegação comercial e que os EUA levantariam seu bloqueio naval.

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“Deixe o petróleo fluir!” Trump exclamou no domingo.

Ele disse que, ao contrário dos fracassos de presidentes americanos anteriores, garantiu um "grande acordo" que traria "paz e segurança para toda a região".

Essa hipérbole não é novidade para Trump, é claro. Suas declarações sobre o acordo do ano passado que teria encerrado a guerra em Gaza— "uma paz para toda a eternidade" e "o início da era da fé, da esperança e de Deus"— foram igualmente grandiosas, ainda que a realidade dos fatos tenha ficado muito aquém disso. Leia também: Filho de princesa da Noruega é condenado à prisão por dois estupros

Em acordos diplomáticos de alto risco como este, o sucesso ou o fracasso costuma depender dos detalhes. E, até agora, há poucos detalhes.

Em entrevista à Fox News na noite de domingo, o vice‑presidente J.D. Vance afirmou que o compromisso de o Irã jamais possuir uma arma nuclear está "incorporado ao acordo" e que os EUA terão como verificar seu cumprimento.

Parte disso certamente será resolvida em negociações subsequentes e conversas “técnicas” conduzidas ao longo de uma prorrogação de 60 dias do atual cessar-fogo. Mas, se algo ficou claro após décadas de esforços para persuadir e pressionar o Irã a abandonar suas ambições nucleares, é que não há garantias— independentemente do que os EUA acreditem ter assegurado neste "memorando de entendimento".

Como que para enfatizar esse ponto, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou um comunicado no domingo afirmando que "as negociações finais serão adiadas até depois da implementação dos compromissos da outra parte no âmbito do memorando".

Quais são esses compromissos— e como o Irã os interpreta— ajudará a determinar se esse acordo se sustentará.

Especialistas do mercado de energia alertaram que o fluxo de petróleo pelo estreito dificilmente voltará imediatamente aos níveis anteriores à guerra. Limpar um grande congestionamento de petroleiros, remover minas e restaurar o transporte e a produção regular de petróleo pode levar semanas. Leia também: O soldado ucraniano que recontou os livros de Harry Potter que sabia de cor

Com vários dias ainda antes da assinatura oficial, Irã e EUA têm tempo para ajustar detalhes essenciais para garantir o sucesso do acordo— mas há também tempo para que ele se desfaça.

Outro fator imprevisível é Israel.

Esta sempre foi uma guerra de três partes, e Trump disse ao jornal Wall Street Journal no domingo que estava furioso com o primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu por ordenar ataques no Líbano neste fim de semana que, segundo ele, poderiam inviabilizar o acordo com o Irã, quase concluído.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em um terno azul marinho e uma gravata vermelha, observa o interior da Sala do Gabinete da Casa Branca

Crédito, EPA

Legenda da foto, Trump disse em suas redes sociais, após o anúncio do acordo: "deixe o petróleo fluir"

O acordo se sustentou— ao menos o bastante para ser anunciado. Mas, se Israel retomar operações militares no Líbano, o Irã pode voltar a fechar o estreito de Ormuz, colocando novamente em risco a economia global.

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