Filho de princesa da Noruega é condenado à prisão por dois estupros
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Crédito, Angelina Korba / BBC
- Author, Victoria Prisedskaya
- Role, BBC News Ucrânia
- Published Há 4 horas
- Tempo de leitura: 8 min
Durante 1.495 dias, o major ucraniano Oleksandr Ivanov viveu confinado a uma caixa de concreto.
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Capturado durante os combates pela cidade ucraniana de Mariupol, ele passou esse período em uma cela úmida e cinzenta de uma colônia penal na Rússia.
Ivanov, que é fuzileiro naval, não tinha contato com o mundo exterior nem como saber se seu país ainda resistia ou sequer se sua mulher e seu filho pequeno estavam vivos. Mas, em meio àqueles dias difíceis, encontrou algo que o ajudou a seguir em frente.
Antes da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, Ivanov era um homem dedicado ao dever. Ele servia como major na 36ª Brigada de Fuzileiros Navais, mas a primavera de 2022 mudou tudo. Leia também: Filho de princesa da Noruega é condenado à prisão por dois estupros

Crédito, Getty Images
A última lembrança que Ivanov guarda da Mariupol ocupada pelos russos não é dos combates, mas do "cheiro de morte que tomava conta do ar".
Sua mulher, Nelly, lembra da última ligação, carregada de angústia. "Ele disse: 'Esta é a última vez que vou ter contato com você'", afirma.
Dias depois, uma breve mensagem de texto confirmou que ele havia sido capturado. O que se seguiu foram anos de sofrimento psicológico.

Crédito, Metin Aktas / Anadolu Agency via Getty Images Mais de mundo
Três dos quatro anos de prisão de Ivanov foram passados em uma colônia penal na Mordóvia, região da Rússia. Ele dividia uma pequena cela com outros oito detentos e passava a maior parte do tempo em pé. O espaço tinha apenas um vaso sanitário, uma pia com água fria, uma pequena barra de sabão, um tubo de pasta de dentes e um único rolo de papel higiênico compartilhado entre todos durante a semana.
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A cada três ou quatro dias, eles tinham permissão para caminhar por dois a cinco minutos. Recebiam comida quente três vezes ao dia, mas a qualidade e a quantidade eram tão ruins que Ivanov perdeu 30 kg durante o cativeiro. Para atormentar os presos, os guardas queimavam as cartas que chegavam, enquanto um rádio transmitia propaganda ininterruptamente, afirmando que a Ucrânia havia deixado de existir.
No último ano, as condições melhoraram um pouco, com menos inspeções, durante as quais os presos muitas vezes eram ridicularizados.
Em quatro anos, Ivanov conseguiu enviar uma mensagem de voz à mulher apenas uma vez. Os guardas permitiram que ele ditasse três frases. No dia seguinte, recebeu uma resposta igualmente breve.
Nelly, a esposa, contou que haviam comemorado o aniversário do filho, ido ao cinema e visitado a creche. "Percebi então que, se crianças em Mykolaiv, não muito longe da linha de frente, iam ao cinema, isso significava que tudo estava bem na Ucrânia", diz Ivanov.

Crédito, Oleksandr Ivanov




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