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Trump diz que não está satisfeito com negociações com o Irã

Trump diz que não está satisfeito com negociações com o Irã Crédito, Jim Lo Scalzo/EPA/Shutterstock Legenda da foto, Trump afirmou que um acordo tem sido difícil de

Trump diz que não está satisfeito com negociações com o Irã
Trump diz que não está satisfeito com negociações com o Irã
Donald Trump

Crédito, Jim Lo Scalzo/EPA/Shutterstock

Legenda da foto, Trump afirmou que um acordo tem sido difícil de alcançar
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    • Author, James FitzGerald and Brandon Drenon
    • Role, BBC News
  • Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 5 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (1/5) que não está satisfeito com o rumo das negociações com o Irã.

Leia no AINotícia: Irã Propõe Novo Diálogo de Paz com EUA Via Paquistão

"Acabamos de ter uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece. Mas eu diria que não estou feliz."

Ele afirmou que está difícil conseguir um acordo, em parte porque o governo iraniano estava "muito confuso", após a morte de vários de seus principais oficiais militares na guerra.

A agência estatal de notícias iraniana IRNA informou que Teerã enviou uma proposta de negociações com os EUA a intermediários no Paquistão. A agência não publicou detalhes, e não está claro se a proposta chegou aos EUA. Leia também: O paradoxo da Noruega, país que ganha bilhões com aumento do petróleo mas o consome cada vez menos

Os preços do petróleo, que haviam aumentado desde que o Irã fechou o Estreito de Ormuz, caíram após a notícia da mais recente oferta de Teerã.

O principal canal de navegação continua efetivamente fechado — causando impactos econômicos em todo o mundo.

A jornalistas, Trump disse que recebeu, na quinta-feira, opções do Comando Central dos EUA, que variavam de "bombardeá-los intensamente e acabar com eles para sempre" a "fechar um acordo".

Prazo para aval do Congresso para guerra termina nesta sexta

Em 2 de março, há 60 dias, o presidente notificou formalmente o Congresso sobre os ataques contra o Irã. A legislação dos EUA exige que um presidente "encerre qualquer uso das Forças Armadas dos Estados Unidos" dentro de 60 dias após essa notificação se não houver autorização do Congresso para a guerra.

Mas o governo Trump argumenta que esse prazo está suspenso. Um funcionário de alto escalão do governo disse que as hostilidades com o Irã haviam "terminado", enfatizando que um cessar-fogo está em vigor desde o início de abril. Mais de mundo

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, defendeu a posição do governo sobre o prazo e o cessar-fogo durante questionamentos de membros do Senado na quinta-feira.

"Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, em nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias é pausado ou interrompido", disse ele.

O senador democrata Tim Kaine rebateu: "Não acredito que a lei sustente isso. Acho que os 60 dias se encerram talvez amanhã [esta sexta], e isso vai colocar uma questão legal realmente importante para o governo." Leia também: Aluguel de graça e economia de R$ 7 mil por mês: o casal que viaja o mundo cuidando de pets

A Resolução dos Poderes de Guerra, em vigor há décadas, estabelece certas exigências a um presidente "dentro de sessenta dias corridos" após o uso das forças militares dos EUA em combate.

O trecho relevante da lei exige que o uso dessas forças seja encerrado, a menos que o Congresso faça uma declaração formal de guerra ou permita ao presidente uma prorrogação, de até 30 dias, para a "retirada imediata" das tropas.

A legislação foi aprovada em 1973 para limitar a capacidade do então presidente Richard Nixon de continuar conduzindo a guerra no Vietnã.

Um funcionário de alto escalão do governo Trump disse: "Para os fins da Resolução dos Poderes de Guerra, as hostilidades que começaram no sábado, 28 de fevereiro, terminaram."

Ele destacou que o cessar-fogo inicial de duas semanas foi estendido e afirmou que não houve troca de tiros entre os EUA e o Irã desde 7 de abril.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, fala durante uma audiência no Congresso
Legenda da foto, O secretário de Defesa respondia a perguntas de senadores na quinta-feira

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