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- Author, Bernd Debusmann Jr
- Role, Correspondente da Casa Branca
- Author, James Chater
- e
- Author, Kathryn Armstrong
- Há 2 horas
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Trump disse que o "Projeto Liberdade", iniciado na segunda-feira (4/5), será suspenso por "acordo mútuo", porque houve "grande progresso" rumo a um acordo com o Irã.
Leia no AINotícia: EUA escoltam navios em Ormuz; Irã alega bloqueio e "avisos"
A mídia estatal iraniana caracterizou o anúncio como uma vitória, dizendo que a pausa demonstra que Trump "recuou" após "fracassos contínuos" em seus esforços para reabrir essa via marítima vital para o comércio global.
O anúncio do presidente dos EUA veio após o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciar que a ofensiva inicial conjunta entre EUA e Israel no Irã — chamada Operação Epic Fury — havia terminado após atingir seus objetivos.
"Preferimos o caminho da paz. O que o presidente [Donald Trump] prefere é um acordo", disse Rubio a repórteres nesta terça-feira (5/5). Leia também: Chanceler iraniano vai à China uma semana antes de Donald Trump
As declarações aconteceram depois de um dia tenso, com uma série de ataques no Estreito de Ormuz, o que fez aumentar os temores de que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã estivesse em risco.
Os EUA haviam dito que pretendem orientar navios retidos a sair do Golfo através da via marítima, que permanece em grande parte fechada.
Teerã não comentou a fala de Rubio, mas o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou mais cedo: "Sabemos bem que a manutenção do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós estamos apenas começando".
Ghalibaf, principal negociador do Irã nas negociações do mês passado com os EUA, disse que "a segurança da navegação e o transporte de energia foram colocados em risco pelos Estados Unidos e seus aliados com as violações do cessar-fogo e o bloqueio. No entanto, seus atos malignos fracassarão".

Crédito, Reuters Mais de mundo
No fim da terça-feira, o UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que uma fonte verificada relatou que um navio de carga foi atingido por "um projétil desconhecido" no Estreito de Ormuz. Mais detalhes não estavam imediatamente disponíveis.
Mais cedo no dia, os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas estavam interceptando mísseis e drones do Irã pelo segundo dia consecutivo. Na segunda-feira, o país acusou o Irã de lançar mísseis e drones, incluindo um ataque a um porto petrolífero no emirado de Fujairah — localizado fora do Estreito de Ormuz — classificando o episódio como uma "escalada perigosa".
O Irã negou na terça-feira ter realizado quaisquer ataques contra os Emirados Árabes Unidos, com um porta-voz militar afirmando que "se tal ação tivesse ocorrido, nós a teríamos anunciado de forma firme e clara". Leia também: 'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
A Operação Epic Fury começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques aéreos contra o Irã. Teerã respondeu bloqueando essa via marítima crucial, por onde normalmente passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
No início de abril, os EUA e o Irã anunciaram um cessar-fogo.
O Irã interrompeu ataques com drones e mísseis contra países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, mas poucas embarcações conseguiram atravessar o estreito desde então. Os EUA também impuseram seu próprio bloqueio aos portos iranianos.
Nesta segunda-feira, os EUA disseram ter atacado sete lanchas rápidas iranianas no estreito, enquanto o Irã afirmou ter disparado tiros contra uma embarcação americana. Ambos os lados negaram as respectivas alegações.
Dois navios comerciais relataram ataques, e um disse ter conseguido sair do estreito sob escolta militar dos EUA, como parte do plano de Donald Trump para desbloquear a passagem.
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