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Ler matéria →Trump diz que EUA vão controlar o Estreito de Ormuz e cobrar 20% sobre carga de navios; Lula compara medida com 'pirataria'

Crédito, EPA/Shutterstock
- Author, BBC News
- Published 13 julho 2026, 13:06 -03Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 6 min
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13/7) que os Estados Unidos irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos, alegando que o Irã violou um acordo firmado com o país.
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Segundo Trump, o estreito permanecerá aberto, mas o controle americano impedirá que "navios iranianos ou seus clientes entrem ou saiam".
O presidente também anunciou uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada pelo estreito, mas não explicou como isso funcionaria. O dinheiro arrecadado, segundo Trump, seria para bancar a operação americana na via navegável essencial ao comércio de petróleo mundial.
"O Estreito de Ormuz está aberto, e permanecerá aberto, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo o bloqueio ao Irã— assim chamado porque impede apenas que navios ou clientes do Irã entrem ou saiam", escreveu o presidente americano, em publicação na sua rede social Truth Social. Leia também: Os argumentos de Alexandre de Moraes para suspender visitas de Flávio
"Os EUA serão, daqui em diante, conhecidos como 'o guardião do Estreito de Ormuz'; no entanto, nessa condição— e por uma questão de Justiça—, serão reembolsados (à taxa de 20% sobre toda a carga transportada) por todos e quaisquer custos necessários para garantir a segurança e a proteção desta região do mundo, que é extremamente instável", seguiu Trump.
Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu às medidas de Trump comparando a taxa de 20% com "pirataria".
"Isso antigamente se chamava pirataria. Então, um Estado importante como os EUA, que eu acho que durante muito tempo combatia pirataria, não pode agora virar pirata", disse Lula em discurso num evento.
Irã promete 'humilhação ainda maior' aos EUA
Em declaração à emissora Fox News nesta segunda, Trump anunciou que os EUA já estão "assumindo o controle do estreito" e que o Irã "não têm nada".
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Trump afirmou que os EUA atingiram o Irã "com muita força na noite passada", referindo-se a uma série de ataques realizados pelo Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) durante a noite contra instalações militares no país.
Ele acrescentou: "Nós os temos sob controle. Eles estão em retirada. A maior parte de seus equipamentos foi destruída. Seus sistemas antiaéreos foram eliminados." Leia também: O chinês formado em universidade de elite que é acusado de ser o 'rei
A embaixada do Irã no Reino Unido havia informado, mais cedo nesta segunda-feira, que estabeleceu um corredor marítimo seguro e temporário— "livre de barreiras técnicas e militares"— no estreito, mas que a agressão militar dos EUA transformou a via navegável em uma "zona de alto risco".
O porta-voz do comando militar do Irã, Khatam al-Anbiya, afirmou que o país não permitirá que os EUA "interfiram na gestão" do Estreito de Ormuz.
Em um comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Tasnim, as Forças Armadas do Irã declararam que as "frequentes incursões" dos EUA no estreito "colocaram em sério risco a segurança da região".
O comunicado acrescentou: "Não permitimos e não permitiremos" que os EUA controlem essa importante via navegável, e que as Forças Armadas do Irã estão lidando com quaisquer perturbações provocadas pelo "exército de bandidos" dos EUA.
Qualquer cooperação com os EUA será considerada um ato de "guerra" contra a soberania do Irã, acrescentou o comunicado, alertando que, se o conflito se alastrar, "as chamas da guerra consumirão todos os países da região".

Petróleo em alta
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A importância de Ormuz

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