Os argumentos de Alexandre de Moraes para suspender visitas de Flávio
Ler matéria →O chinês formado em universidade de elite que é acusado de ser o 'rei do fentanil' do México

Crédito, BBC/Secretário de Segurança Omar Harfuch e Serviço de Proteção aos Cidadãos do México
- Author, Shawn Yuan
- Role, Da BBC Global China Unit em Culiacán (México)
- Published Há 46 minutos
- Tempo de leitura: 11 min
"O Irmão Wang era muito importante. Ele era o número 1", afirma Enrique, sorrindo, com ar de quem sabe o que está falando.
Leia no AINotícia: Mundo: Resumo de Notícias Internacionais da Semana
Enrique (nome fictício) se descreve como coordenador de alto escalão do cartel mexicano de Sinaloa, uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo.
Nos subúrbios da capital do Estado de Sinaloa, Culiacán, sentado em um estacionamento onde mais ninguém consegue ouvi-lo, ele explica como os ingredientes para a fabricação da droga mortal fentanil são transportados por milhares de quilômetros, desde as fábricas na China até os laboratórios no México.
Membros do seu cartel afirmam que foi o Irmão Wang quem estabeleceu esta cadeia de abastecimento. Leia também: Os argumentos de Alexandre de Moraes para suspender visitas de Flávio
Conhecido no mundo do crime como "rei do fentanil", o Irmão Wang tem 39 anos. De nacionalidade chinesa, seu nome real é Zhang Zhidong, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Preso no México em 2024, Zhang escapou da prisão de forma espetacular, mas foi recapturado e extraditado para os Estados Unidos em 2025.
O fentanil é um opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína.
A droga mata dezenas de milhares de pessoas todos os anos, a maioria nos Estados Unidos— em muitos casos, o destino da droga. Mesmo uma dose pequena, equivalente a poucos grãos de sal, pode ser fatal.
O presidente americano, Donald Trump, chama os negociantes de fentanil de "narcoterroristas". Mais de mundo
Trump classificou a droga e seus componentes como armas de destruição em massa e usou o comércio de fentanil como motivo para impor tarifas de importação à China, México e Canadá.

Crédito, Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos via Reuters
Zhang compareceu à Justiça em Nova York, nos Estados Unidos, em 2025. Leia também: Trump diz que EUA vão controlar o Estreito de Ormuz e cobrar 20% sobre carga
O vice-procurador-geral americano da época, Todd Blanche, o descreveu como "um dos traficantes mais perigosos do mundo".
Blanche o acusou de "gerenciar uma empreitada global que descarregou imensas quantidades de cocaína, fentanil e metanfetamina" nos Estados Unidos e de praticar a lavagem de "milhões em receita dos narcóticos".
Zhang se declarou inocente e aguarda julgamento. Entramos em contato com seu advogado, que se recusou a enviar comentários enquanto o caso estiver em andamento.
Membros do cartel e ex-colegas de Zhang concordaram em conversar com a BBC, oferecendo uma rara visão sobre como eles acreditavam que Zhang, diplomado na universidade de maior prestígio da China, supostamente se tornou um elo fundamental na cadeia entre as indústrias químicas chinesas e os laboratórios de produção de drogas do México.
Zhang, o homem

Crédito, Governo do México

A cadeia de abastecimento



Fuga e prisão

'Gato e rato'

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