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Trump à BBC: Irã 'está louco para fazer um acordo'

Trump à BBC: Irã 'está louco para fazer um acordo' Crédito, Getty Images 23 abril 2026, 13:21 -03 Atualizado Há 56 minutos Tempo de leitura: 2 min O presidente dos

Trump à BBC: Irã 'está louco para fazer um acordo'
Trump à BBC: Irã 'está louco para fazer um acordo'
Donald Trump

Crédito, Getty Images

23 abril 2026, 13:21 -03
Atualizado Há 56 minutos
Tempo de leitura: 2 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à BBC que o governo do Irã está "louco para fazer um acordo" para encerrar definitivamente o conflito entre os dois países - atualmente em cessar-fogo. "Seja lá o que eu estiver fazendo, parece estar funcionando muito bem" ao ser questionado sobre suas ameaças ao Irã.

A editora de América do Norte da BBC, Sarah Smith, falou com o presidente em uma breve ligação telefônica, na qual perguntou se sua declaração feita no início deste mês — de que "uma civilização inteira morrerá esta noite" — era uma ameaça de uso de armas nucleares contra o Irã.

"O outro lado está louco para fazer um acordo", respondeu Trump. "Então, seja lá o que eu esteja dizendo ou fazendo, parece estar funcionando muito bem. Muito obrigado."

Sobre a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Trump afirmou que os EUA "não precisavam deles de forma alguma" na guerra com o Irã, mas que eles "deveriam estar lá".

Quando Smith perguntou por que, então, ele queria que a aliança se juntasse à guerra, Trump respondeu: "Porque eu queria ver se eles iriam ou não se envolver." Leia também: Como polícia desmascarou assassino brasileiro que ficou foragido no Paraguai por décadas

Ele disse que os Estados Unidos "sempre deram apoio" ao Reino Unido e à Otan, e criticou o Reino Unido por não fazer "ao menos um esforço mínimo e ao menos usar palavras mais gentis".

Trump acrescentou que "muitas pessoas do Reino Unido" informaram seu governo sobre como foi "incrivelmente ruim" a decisão de o país não se envolver na guerra (o Reino Unido permitiu apenas que os EUA usassem suas bases para ataques aéreos de caráter "defensivo").

Mais cedo, Trump dissera acreditar que sua relação com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer poderia "se recuperar" se ele "abrisse o Mar do Norte" e se suas "políticas de [controle de] imigração se tornassem firmes" — mas acrescentou que "se ele não fizer isso, não acho que tenha qualquer chance".

Relação com o Reino Unido

Trump disse que a visita de Estado do rei Charles e da rainha Camilla a Washington na próxima semana pode ajudar a reparar as relações com o Reino Unido. Mais de mundo

Ao ser perguntado se a visita poderia ajudar a consertar o relacionamento, Trump respondeu: "Com certeza. Ele é fantástico. É um homem fantástico. Absolutamente, a resposta é sim."

"Eu o conheço bem, conheço-o há anos", disse. "Ele é um homem corajoso e é um grande homem."

O presidente também falou sobre sua relação com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmando que ela só poderia "se recuperar" se ele mudasse de rumo em relação à imigração. Leia também: A histórica condenação da Lafarge, a grande empresa do setor de cimento, por fomentar o terrorismo internacional

O rei e a rainha viajarão aos Estados Unidos para uma visita de quatro dias a partir de segunda-feira e se encontrarão com Trump na Casa Branca.

O rei terá uma reunião privada com o presidente e também fará um discurso ao Congresso.

Após dois dias em Washington, DC, eles viajarão para Nova York, Virgínia e Bermudas antes de retornar ao Reino Unido.

O Ministério das Relações Exteriores disse que a viagem marcará o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos e celebrará uma parceria de "prosperidade, segurança e história compartilhadas".

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