
Crédito, AFP via Getty Images
- Author, Julia Braun
- Role, Da BBC News Brasil em Londres
- Há 4 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu homólogo americano, Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (7/5) na Casa Branca, nos Estados Unidos, é um dos destaques do noticiário internacional.
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Em um artigo publicado em seu site, o jornal americano The New York Times aponta que a reunião é um momento de "trégua frágil" após um ano de grande tensão em meio à imposição de tarifas por Washington e trocas de "insultos públicos" entre os dois líderes.
"Não está claro como Trump e Lula vão interagir, visto que a relação entre os dois países tem sido marcada por momentos significativos de acrimônia", diz o periódico, em referência ao convívio áspero recente.
Mas segundo o The New York Times, temas como segurança, comércio e minerais críticos devem estar entre os discutidos na Casa Branca. Leia também: Lula inverte ordem de encontro com Trump e faz reunião antes falar à imprensa; veja ao vivo
"A segurança é uma questão fundamental para os eleitores nas eleições brasileiras de outubro, com as pesquisas mostrando Lula e [o senador Flávio] Bolsonaro em empate técnico", aponta a reportagem.
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Para o NYT, a designação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por Washington pode dar mais destaque ao tema e potencialmente beneficiar Flávio Bolsonaro, que tem criticado Lula por sua gestão da segurança pública.
Segundo interlocutores do presidente Lula ouvidos pela BBC News Brasil, uma ala da administração Trump defende que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas como organizações terroristas.
A agência de notícias Reuters afirma ainda que o governo brasileiro tem identificado indícios de que suas exportações podem ser afetadas por novas tarifas relacionadas a uma investigação sobre práticas comerciais desleais. Mais de mundo
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A preocupação do Brasil com o tema começou em julho do ano passado, na mesma época em que o governo Trump impôs um tarifaço de 40% — que foi posteriormente revertida. Leia também: Caso Master: PF deflagra nova fase de operação com Ciro Nogueira entre os alvos
Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil. Entre outras coisas, o órgão incluiu o Pix entre os itens sob apuração.
Os norte-americanos afirmam que o Pix representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento. Do lado brasileiro, técnicos defendem que o sistema não prejudica empresas norte-americanas numa tentativa de evitar sanções.
Segundo a reportagem da Reuters, autoridades brasileiras manifestaram preocupação com a possibilidade de uma nova onda de tarifas durante uma reunião realizada há duas semanas com representantes do Departamento de Comércio dos EUA. "Segundo pessoas presentes nas negociações, os representantes americanos fizeram poucas perguntas, reforçando a percepção de que a investigação visava justificar tarifas em vez de resolver questões comerciais", diz a agência.

Crédito, Reprodução/NYT
Outra reportagem, da agência Associated Press (AP), aponta o acesso aos depósitos de terras raras do Brasil como outro ponto fundamental que provavelmente estará na agenda da reunião.
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