Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA em nova escalada
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Crédito, Mike Hewitt/Getty Image
- Author, Pedro Martins
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published 4 agosto 2026, 13:10 -03Atualizado Há 3 horas
- Tempo de leitura: 10 min
Prometida como atalho para mais força, energia e ganho muscular, a testosterona virou uma obsessão popular nas redes sociais.
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Agora, a "mania" alcançou o Exército dos Estados Unidos, que passará a medir os níveis do hormônio em soldados com mais de 30 anos e a incentivar a reposição hormonal.
Mas a testosterona nem sempre entrega o resultado propagandeado. Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, seu uso— por cápsulas, géis, adesivos ou injeções— pode ter efeito limitado quando não há indicação médica, é feito sem acompanhamento especializado, em doses inadequadas ou esbarra em fatores como hábitos de vida e algumas condições de saúde.
Veja, abaixo, cinco motivos pelos quais a testosterona pode não ser eficaz— e até ser contraindicada— para resolver seus problemas e entenda por que os benefícios do hormônio dificilmente superam os riscos. Leia também: Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA em nova escalada
1. Você talvez nem precise dela
Um dos principais motivos para que não se note diferença após o uso da testosterona é bastante simples: a falta de necessidade de tomá-la.
Segundo o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Universidade de São Paulo, nem sequer faz sentido medir rotineiramente os níveis de testosterona, como o Exército americano pretende fazer.
"Ao olhar da ciência, não existe uma pandemia de hipogonadismo social, ou seja, as pessoas não têm um déficit de testosterona coletivamente", ele afirma.
A avaliação é compartilhada pelo endocrinologista Clayton Macedo, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
"Nenhuma sociedade médica recomenda medir testosterona em toda a população. Isso não é uma conduta científica", explica. Mais de mundo
"Essa triagem indiscriminada pode inclusive identificar pessoas saudáveis com valores limítrofes— no limite entre o normal e o alterado —, que acabam servindo de gancho para prescrições inadequadas."
O médico acrescenta que "a testosterona, por interesses mercadológicos, tem sido vendida como solução para inúmeros problemas que, na maioria das vezes, não têm relação com esse hormônio". "Está cansado? É testosterona. A libido está baixa? É testosterona. Quer emagrecer ou ganhar músculo? É testosterona", ele lista.

Crédito, Robert Sabo/NY Daily News Archive via Getty Images Leia também: Incêndios florestais na França revelam centenas de projetéis da Segunda Guerra
Ele afirma que, antes de indicar qualquer tratamento, é preciso identificar a causa dos sintomas, e não apenas tentar aliviar suas consequências. "O exemplo clássico é a obesidade. Nesses casos, há maior conversão da testosterona na gordura, mas o tratamento é emagrecer, não repor testosterona", afirma.
Gualano ressalta que a reposição só é indicada quando a queda da testosterona não está ligada a fatores reversíveis, como a obesidade. Ainda assim, o tratamento nunca tem como objetivo proporcionar um ganho extraordinário de força.
"O objetivo é normalizar os níveis do hormônio para que a pessoa recupere força, massa muscular e vitalidade semelhantes aos de alguém com produção normal de testosterona. A ideia não é proporcionar um desempenho acima do normal", explica.
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2. Cada organismo reage de um jeito

3. O hormônio não age sozinho
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4. Você pode ter deficiência nutricional
5. Doenças como obesidade e diabetes são entraves

Riscos dificilmente superam os benefícios

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