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As 3 investigações contra Lulinha autorizadas pelo STF

As 3 investigações contra Lulinha autorizadas pelo STF Crédito, AFP via Getty Images Legenda da foto, Lulinha (ao centro, de blusa preta) é um dos filhos de Lula Article

As 3 investigações contra Lulinha autorizadas pelo STF
As 3 investigações contra Lulinha autorizadas pelo STF
Lula e os filhos sentados

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, Lulinha (ao centro, de blusa preta) é um dos filhos de Lula
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    • Author, Vitor Tavares, Mariana Schreiber e Leandro Prazeres
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo e Brasília
  • Published 4 agosto 2026, 13:16 -03
    Atualizado Há 45 minutos
  • Tempo de leitura: 12 min

Acolhendo pedido da Polícia Federal (PF), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4/8) a abertura de um novo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Este é o terceiro inquérito que tem Lulinha como alvo em menos de uma semana.

Dino recebeu dois pedidos de inquérito da PF na segunda-feira (3/8).

Um solicitou autorização para investigação de um grupo de pessoas que teriam negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal, entre elas Lulinha. Ainda não há mais detalhes sobre essa apuração. Leia também: A polêmica tese que critica a guerra contra as drogas no México: 'Os cartéis

O outro pedia autorização para investigar vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações. Os dois pedidos foram acolhidos pelo ministro.

Na semana passada, em 30 de julho, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de um primeiro inquérito para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", em negócios com o Ministério da Saúde e no gabinete presidencial. As informações foram noticiadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

Apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes no INSS, Antunes está preso preventivamente desde setembro.

Um dia depois, em 31 de julho, Mendonça autorizou a abertura de um segundo inquérito, dessa vez para investigar eventual tráfico de influência, por suspeita de beneficiar empresários em contratos da Dataprev.

A Dataprev é uma empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, em especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em nota sobre o terceiro inquérito aberto nesta terça, a defesa de Lulinha informou que seu cliente "comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento." Leia também: Como a paternidade muda o cérebro masculino

A nota, assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, ainda avalia que tem havido vazamentos "seletivos e criminosos" e acusa setores da PF a agir com "interesses políticos e eleitorais".

"Não podemos permitir que interesses não republicamos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos", conclui a nota.

Na semana passada, o presidente Lula falou que seu filho responderá "como filho de qualquer pessoa" e que ele "não vai ficar escondido".

Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, Lula disse em 30 de julho que "jamais" pedirá para um "juiz não fazer a coisa correta."

"Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato", disse o presidente.

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