Após goleada, Adson Batista acelera novo técnico e remodela Atlético-GO
Ler matéria →Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) politizam a ameaça de um novo tarifaço de Donald Trump, o governo brasileiro apresentou ao americano argumentos técnicos e sensatos contra a medida protecionista. Tão sensatos que o próprio Brasil deveria levá-los mais em conta em suas políticas comerciais.
Em documento enviado ao USTR, responsável pela gestão do comércio exterior nos EUA, o Itamaraty contesta os motivos elencados pelo órgão para recomendar impostos de 25% sobre uma série de produtos do Brasil —as alegações incluem decisões judiciais contra plataformas digitais, desmatamento ilegal, enfraquecimento do combate à corrupção e até o Pix, entre outros.
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Além de tratar de cada um desses temas, o texto também cuida de apontar, com propriedade, as perdas para a economia americana. Relata que 43 empresas e associações daquele país pediram exceções ao tarifaço, devido à ausência de substitutos locais e ao risco de os custos serem passados aos consumidores. Leia também: Indústria do Esporte Bate Recordes e Movimenta Bilhões
Nas palavras do Itamaraty, seriam afetadas "empresas, cadeias produtivas, investidores e consumidores de ambos os lados".
Trata-se de um reconhecimento singelo de que o protecionismo comercial, historicamente praticado por populistas de esquerda e direita a título de defesa da economia nacional, prejudica o bem-estar das sociedades.
Seria desejável que tal entendimento também pautasse uma revisão de velhas práticas protecionistas do país e das administrações petistas —mas não convém alimentar maiores esperanças, ainda que o Mercosul, em reação à ofensiva de Trump, esteja buscando novas parcerias.
Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), a tarifa média aqui é de 12%, bem acima do padrão do mundo desenvolvido e mesmo de emergentes como México (8,5%) e Chile (6%). De acordo com o Banco Mundial, nossas importações equivalem a apenas 17,5% do PIB, uma das menores taxas do mundo. Mais de esporte
Mantém-se há décadas a proteção à indústria automobilística, hoje com taxação de 35% sobre importados, e a máquinas e equipamentos em geral. Ainda neste ano, o governo Lula promoveu uma alta generalizada de tarifas sobre produtos de informática, só recuando parcialmente por temer desagradar eleitores.
De modo análogo, a proximidade de eleições também nos EUA parece ser o melhor trunfo brasileiro contra a cruzada insana de Trump. Como efeito secundário, o republicano prejudica ainda o aliado Flávio Bolsonaro, que tenta pateticamente dissociar-se das eventuais sanções americanas, a ele associadas pelo rival petista. Leia também: Nike no esporte volta ao centro do debate na temporada
É fato que o tarifaço de 2025, posteriormente abrandado, foi apresentado pela Casa Branca como uma represália à então iminente condenação de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Desta vez, entretanto, o obscurantismo protecionista tem novos pretextos.
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