Nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, o governo do presidente Donald Trump indicou que pretende ignorar o prazo legal para obter autorização do Congresso dos Estados Unidos e continuar o conflito militar no Oriente Médio contra o Irã, mantendo o bloqueio estratégico no Estreito de Ormuz. A decisão, que ignora uma lei americana de 1973, visa, segundo Washington, forçar Teerã a negociar um acordo, mas o regime iraniano, que ativou seus sistemas de defesa antiaérea, promete uma reação "dolorosa e prolongada" (segundo o G1).

Impasse Legal e a Postura Americana

A legislação americana de 1973 estipula que o presidente pode iniciar uma intervenção militar limitada, mas é obrigado a buscar a autorização do Poder Legislativo caso as tropas americanas permaneçam envolvidas por mais de 60 dias. O conflito atual teve início em 28 de fevereiro, tornando esta sexta-feira o limite para a aprovação do Congresso. No entanto, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, argumentou na quinta-feira (30) que, devido a um cessar-fogo em vigor desde 7 de abril, "o relógio dos 60 dias está suspenso" (G1). Um alto funcionário do governo americano confirmou à AFP que as hostilidades de 28 de fevereiro "terminaram", e não houve troca de disparos desde 7 de abril, validando a suspensão do prazo. Apesar disso, Washington avalia a possibilidade de novos ataques para pressionar por um acordo. Leia também: Ataques ucranianos miram refinaria russa de Tuapse no Mar Negro

Reação Iraniana e o Cenário das Negociações

Diante da postura americana, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, classificou a situação como uma "derrota vergonhosa" para os Estados Unidos. O presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, denunciou o bloqueio imposto por Washington como uma "extensão das operações militares". Na noite de quinta-feira (30), Teerã acionou seus sistemas de defesa antiaérea em resposta a drones e aeronaves de procedência não revelada, com agências como Tasnim e Fars reportando que a atividade cessou após cerca de 20 minutos, retornando à normalidade. O conflito, que já causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, permanece em um impasse, mesmo após primeiras conversas ocorridas em Islamabad em 11 de abril (G1).

Impacto Econômico e o Estreito de Ormuz

Enquanto as negociações de paz patinam, os efeitos do duplo bloqueio no Estreito de Ormuz se aprofundam na economia global. Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos em retaliação ao bloqueio do estreito por Teerã, uma passagem crucial por onde transita um quinto dos hidrocarbonetos consumidos mundialmente. Essa medida resultou em escassez de diversos produtos, pressões inflacionárias e revisões para baixo do crescimento econômico global. A perspectiva de um prolongamento do conflito levou o barril de Brent, referência global do petróleo bruto, a ultrapassar brevemente a marca dos US$ 126 na quinta-feira (30), segundo informações de mercado (G1). Um alto funcionário americano não descartou a prorrogação do bloqueio por "meses".

O que se sabe até agora

A decisão de Washington de prosseguir com a intervenção militar sem o aval do Congresso, somada às ameaças iranianas e à escalada da crise econômica global impulsionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, desenha um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio. A ausência de avanços concretos nas negociações de paz apenas aprofunda a preocupação internacional com as consequências humanitárias e geopolíticas deste conflito prolongado.

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Tensão no Oriente Médio: Trump ignora Congresso e Irã promete reação

Prazo legal para autorização de guerra expira e governo dos EUA afirma que manterá intervenção sem aval legislativo. Teerã ativa defesas e adverte sobre retaliação “dolorosa e

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