As tensões no Estreito de Ormuz atingiram um novo patamar nesta segunda-feira, , com os Estados Unidos e o Irã apresentando versões contraditórias sobre incidentes militares na região vital para a navegação comercial. Em meio a uma operação americana de escolta naval, o presidente dos EUA, Donald Trump, proferiu severas ameaças contra Teerã, enquanto o Irã, por sua vez, negou os ataques e reafirmou seu domínio sobre partes estratégicas do estreito.

Escalada de Tensões e Operação Americana

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda o lançamento do “Projeto Liberdade”, uma operação destinada a escoltar embarcações comerciais retidas no Golfo Pérsico para fora da área do Estreito de Ormuz (G1). Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, as forças americanas destruíram seis pequenas embarcações iranianas que tentavam interceptar a navegação comercial. O presidente Donald Trump, por sua vez, via rede social Truth Social, elevou o número para sete embarcações iranianas “rápidas” abatidas (G1).

Além disso, o Comando Central dos EUA informou que o bloqueio militar imposto ao Irã está “superando as expectativas” e que as forças iranianas foram “fortemente aconselhadas” a manter distância dos ativos militares americanos na região. Trump, em entrevista à Fox News e por meio do repórter Trey Yingst no X, alertou que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios dos EUA (G1). Leia também: Monomotor cai em BH: 2 mortos e 3 feridos após atingir prédio

Versão Iraniana e Disparos de Advertência

Em resposta às acusações americanas, a TV estatal iraniana negou a destruição de suas embarcações (G1). Mais cedo, o Irã afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA no estreito, com a Marinha iraniana confirmando ter emitido um “aviso rápido e decisivo”. Inicialmente, agências iranianas como a Fars e a Tasnim reportaram que mísseis teriam atingido uma embarcação de guerra dos EUA, forçando-a a recuar. Contudo, a agência Fars posteriormente ajustou seu discurso, esclarecendo que se tratavam de “disparos de advertência” e não de um ataque direto (G1). Um alto funcionário do governo iraniano também confirmou à Reuters um tiro de advertência contra um navio de guerra americano, sem clareza sobre danos (G1). O Exército dos EUA, por sua vez, negou ter sido alvo de qualquer ataque ou que algum de seus navios tivesse sido atingido (G1).

Adicionalmente, o Irã divulgou um novo mapa do Estreito de Ormuz, delimitando o que chamou de “nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã”, com linhas vermelhas que se estendem entre a ilha de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos, e ao sul de Ormuz, entre Omã e a costa iraniana (G1).

Outros Incidentes e Repercussões Internacionais

A escalada de tensões também incluiu outras alegações. Os Emirados Árabes Unidos informaram que um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, foi atacado pelo Irã enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, condenando veementemente a ação (G1). O presidente Donald Trump também mencionou que o Irã teria atacado embarcações de países “não relacionados” à operação militar americana, citando especificamente um cargueiro sul-coreano, e sugeriu que a Coreia do Sul deveria “se juntar à missão” (G1). Leia também: Tensão em Ormuz: Ataque a navio dos EUA reportado após Irã demarcar controle Mais de noticia

O que se sabe até agora

A sucessão de eventos nesta segunda-feira sublinha a crescente volatilidade no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o comércio global de petróleo. A região, já um ponto de atrito histórico entre Washington e Teerã, continua a ser palco de uma perigosa retórica e de incidentes que podem ter profundas implicações para a estabilidade do Oriente Médio e para a economia mundial.

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Tensão no Golfo: EUA e Irã Divergem sobre Conflitos Navais em Ormuz

Operação americana de escolta gera nova escalada de acusações no Estreito de Ormuz. Enquanto Washington reporta destruição de embarcações iranianas e ameaça 'varrer' o Irã, Teerã

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