Nesta segunda-feira ( ), a tensão se elevou no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, com a agência de notícias iraniana Fars, citada pelo G1, reportando que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos próximo à ilha de Jask. Os incidentes ocorrem em meio à divulgação por Teerã de um novo mapa que demarca áreas sob controle militar iraniano na vital via marítima, e após o anúncio do "Projeto Liberdade" pelo presidente Donald Trump, visando guiar navios comerciais pela região. O Irã já havia ameaçado atacar qualquer embarcação militar americana que se aproximasse, reiterando seu domínio sobre o Estreito, que permanece fechado desde fevereiro.
O Irã intensificou suas reivindicações sobre o Estreito de Ormuz com a publicação de um novo mapa que delimita, por meio de "linhas vermelhas", a "nova área sob gestão e controle das Forças Armadas iranianas" (G1). A divulgação ocorreu um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma operação para facilitar a passagem de navios. O mapa detalha duas áreas-chave: uma entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos, e outra ao sul de Ormuz, entre a costa norte de Omã e a costa iraniana.
Em resposta à iniciativa americana, o Exército iraniano emitiu um comunicado veemente, replicado pela mídia estatal iraniana e noticiado pelo G1, alertando que "qualquer força armada estrangeira — especialmente o agressivo Exército dos EUA — se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada". O comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, reforçou que a passagem de navios comerciais pela via marítima deverá ser coordenada com Teerã. A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, complementou que "movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza", nas palavras do general Mohseni, porta-voz da força, segundo o G1. Leia também: Paraíba em Emergência: Mais de 30 Cidades Atingidas
A iniciativa do presidente Trump, batizada de "Projeto Liberdade", foi concebida para "libertar pessoas, empresas e países que seriam 'vítimas das circunstâncias' do bloqueio" no Estreito de Ormuz (G1). Trump havia anunciado que o Exército norte-americano guiaria navios comerciais a partir da manhã desta segunda-feira, embora o G1 tenha relatado a ausência de movimentações militares até sua última atualização antes do suposto ataque. O líder americano enfatizou que qualquer "interferência" no processo humanitário "terá que ser combatida com firmeza".
A via marítima, crucial para o fluxo de 20% do petróleo mundial, está fechada pelo Irã desde 28 de fevereiro, em decorrência da guerra contra os EUA e Israel. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde o início de abril, Teerã não reabriu o Estreito. Em contrapartida, os EUA impõem seu próprio bloqueio desde 13 de abril, tendo redirecionado 48 navios ligados ao regime iraniano, conforme o Exército norte-americano (G1).
No ponto de maior tensão do dia, a agência de notícias iraniana Fars, citada pelo G1, informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos. O suposto incidente teria ocorrido perto da ilha de Jask, na região do Estreito de Ormuz, nesta segunda-feira (4). As fontes não indicam confirmação imediata ou declaração do lado americano sobre este evento, apresentando-o como uma alegação vinda da mídia iraniana. Mais de noticia
Em um desenvolvimento paralelo que aponta para possíveis caminhos diplomáticos, a mídia estatal iraniana divulgou que Teerã recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta de negociações de paz (G1). Washington teria enviado sua réplica à proposta iraniana de 14 pontos via Paquistão, e o conteúdo estaria sob análise. Até o momento, não houve confirmação oficial por parte dos Estados Unidos ou de Islamabad sobre este recebimento, segundo o G1. A persistência das negociações, mesmo em meio à escalada militar, sublinha a complexidade do conflito no Oriente Médio. Leia também: Tensão em Ormuz: Irã ameaça EUA após anúncio de “Projeto Liberdade”
A escalada de tensões no Estreito de Ormuz, ilustrada pelo mapa iraniano de controle, as ameaças diretas e o suposto ataque a um navio americano, eleva os riscos de um confronto direto em uma região já volátil. A coexistência de manobras militares assertivas com o diálogo diplomático sugere um cenário de incerteza, onde a segurança da navegação e a estabilidade global dependem criticamente dos próximos passos de Teerã e Washington.
Conflito no Estreito de Ormuz se agrava nesta segunda (4), com Irã divulgando novo mapa e ameaçando forças dos EUA; Trump lança "Projeto Liberdade" para guiar navios e