2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: veja números da Quaest
Ler matéria → Taxa das blusinhas: se medida provisória não for aprovada, taxação volta no começo de setembro
MP que acabou com a taxa das blusinhas perde validade em um mês se não for votada pelo Congresso. Comissão que analisará texto sequer foi instalada.
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A taxa das blusinhas retornará no começo de setembro se a medida provisória sobre o tema não for votada. A cobrança é de 20%.
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Editada em 12 de maio, a MP deu ao ministro da Fazenda competência para alterar alíquotas. Ela foi prorrogada e tem validade garantida até 8 de setembro.
Leia no AINotícia: Política: TSE combate fake news e AGU discute plataformas digitais; entenda
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A votação está incerta diante do calendário eleitoral, que vai reduzir as atividades no Congresso.
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A Amobitec defende o cancelamento definitivo do imposto para estimular o consumo. Já a UGT manifestou posicionamento contrário à MP, alertando sobre impactos no emprego. Leia também: Zema declara R$ 178,7 milhões em bens ao TSE; Girão informa R$ 34,1 milhões
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O ministro Dario Durigan afirmou que o governo acompanha os dados de importação. Ele pode propor ao presidente Lula o retorno da taxação.
A chamada "taxa das blusinhas"– cobrança de imposto de importação, de 20%, sobre as compras com valor abaixo de US$ 50– retornará no início de setembro se a medida provisória sobre o assunto não for votada.
Publicada em 12 de maio deste ano, a MP transferiu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50.
No começo de julho, a medida foi prorrogada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre— e tem validade assegurada somente até 8 de setembro.
➡️Sem a aprovação da MP pelo Congresso, ou edição de outra norma legal que mantenha a desoneração, o ministro da Fazenda perde a autorização para zerar a alíquota e a tributação volta a vigorar depois que a medida provisória perder eficácia— a partir de 9 de setembro. Mais de politica
Entenda
Medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas, ou seja, entram em vigor imediatamente.
🔎Em meio à corrida eleitoral, a MP ainda aguarda instalação de comissão mista para emitir parecer sobre a proposta. Depois, ainda tem de ser aprovada pela Câmara e, também, pelo Senado. Se o Senado modifica o texto da Câmara, a proposta retorna para nova análise dos deputados. Leia também: 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: veja números da Quaest
- ➡️Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, entre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.
- ➡️Independente da decisão do Congresso Nacional, a taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio do tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.
- ➡️A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.
- ➡️Em junho, o primeiro mês completo sem a incidência da taxação, o número de encomendas internacionais disparou.
'Taxa das blusinhas' voltará em 2027, mas com imposto diferente
Conflito entre os setores e no Congresso
Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.
Por outro lado, varejistas brasileiros avaliam que a isenção favorece as importações, que têm taxação menor em outros países, e pedem "isonomia tributária", ou seja, tributação semelhante para proteger os empregos no país.
Esse impasse também adentrou o mundo político. A decisão do governo federal de tributar as compras de baixo valoa foi alvo de críticas da oposição que classificou a medida como mais um “aumento de imposto” e criticou o que chamou de “sanha arrecadatória” do Executivo.
- Congresso Nacional
- Câmara dos Deputados
- Jorge Messias
- STF - Supremo Tribunal Federal
- Senado
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