atlético madrid x villarreal: o que muda após la liga: com alto investimento
Ler matéria →Lula (PT) apostou (alto) as fichas numa campanha voltada para o tema da economia como uma espécie de vacina contra as pautas morais que guiaram a extrema-direita nas últimas duas campanhas. Contava, a seu favor, uma inflação controlada, índices razoáveis de crescimento do PIB e desemprego em queda. Tinha ainda como trunfo uma cartada com o fim da escala 6 por 1, que acaba de destravar no Senado após um ensaio de reaproximação com Davi Alcolumbre (União-AP).
Não planehava que a mesma economia seria também um calcanhar de Aquiles devido ao endividamento recorde das famílias, o comprometimento da renda com a praga das apostas online, o aumento do déficit público e críticas sobre possíveis manobras no arcabouço fiscal. A oposição sentiu o cheiro da oportunidade, deixou de lado as mamadeiras de piroca das últimas campanhas e centrou fogo no bolso dos eleitores. Não sem antes dar uma inflacionada na miséria.
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Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou um vídeo mostrando preços abusivos no supermercado. Foi assistido por milhões de pessoas. O repórter Guga Noblat, do ICL Notícias, foi a um supermercado de Brasília desmentir o parlamentar.
Ele mostrou, em um vídeo que também viralizou nas redes, a diferença dos preços encontrados por lá e os anunciados pelo deputado mineiro. Os mesmos itens, na vida real, saíram cerca de R$ 120 reais mais baratos do que o alardeado no vídeo. Beneficiário indireto do vídeo de Nikolas, Flávio Bolsonaro (PL) acaba de gravar peças de campanha em frente a uma loja recém-fechada das Casas Bahia.
A ideia era mostrar a crise do varejo que, segundo ele, explodiu durante o governo Lula. O grupo acaba de pedir recuperação judicial, capítulo mais recente de uma guinada relacionada aos investimentos em tecnologia, logística e lojas digitais iniciadas em 2019 e que deram com os burros n'água. Para a turma de Flávio e companhia, esse é só um detalhe. Mais de noticia
O modus operandi ali é distorcer a verdade e vender histórias de medo para crianças crescidas. Seja com acusações sobre perseguição religiosa ou da chamada família tradicional, seja com trapaças na gôndola do supermercado ou da loja de varejo. Lula, se ainda não acendeu o alerta, deveria. Leia também: Datafolha em PE ganha destaque após novo desdobramento em lula, flávio
Ele sabe, como ninguém, que não tem maior canhão para levantar ou derrubar votos do que o humor do eleitor. E ele começa pelo bolso, aquele lugar do vestuário onde a maioria dos brasileiros guarda o medo de perder o pouco que tem.


