Tabela de preços das canetas emagrecedoras em 2026: Ozempic, Mounjaro e genéricos Entenda os fatores por trás dos valores, a regulamentação do mercado e os riscos de produtos ilegais
Estrelas de um mercado em expansão, as canetas emagrecedoras têm atraído um número crescente de brasileiros nos últimos anos. Para quem busca perder peso e faz pesquisas online sobre o assunto, elas até já despertam mais interesse do que as tradicionais dietas. Mas ainda há um grande obstáculo para um acesso mais amplo aos medicamentos baseados em liraglutida, semaglutida e tirzepatida: o preço elevado, que coloca muitos consumidores na rota do mercado clandestino, investindo em produtos sem qualidade ou procedência comprovada, e expondo a saúde a riscos.
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Afinal, por que os agonistas de GLP-1 são tão caros? Os investimentos em inovação e a exclusividade que algumas farmacêuticas detêm sobre as moléculas, que são novas (só recentemente as patentes começaram a cair) são parte da explicação. Impostos também contam um pouco da história.
Mas, em qualquer cenário, existe um limite para os preços: o valor máximo que pode ser cobrado aos consumidores é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e atualizado anualmente. Ou seja: você até pode encontrar valores menores do que isso, a depender da região do país, das estratégias de comercialização da farmácia onde comprou o medicamento e de promoções eventuais, mas em nenhum cenário elas podem extrapolar esse teto. Existe ainda uma faixa de preço possível, que pode variar de acordo com a alíquota de ICMS do seu estado.
Confira a seguir os valores mais atualizados de medicamentos à base de liraglutida, semaglutida e tirzepatida no Brasil. Ah, sim: se você já ouviu falar em retatrutida e não a encontrou nessa lista, o motivo é simples – ela ainda está em fase de estudos, não tem comercialização formal em nenhum país do mundo, e qualquer caneta que anuncie esse princípio ativo, neste momento, é irregular. Preços dos medicamentos com tirzepatida (Mounjaro)
Só o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, pode ser comercializado oficialmente com esse princípio ativo no Brasil. A faixa de preço autorizada é a mesma independentemente da dosagem, variando de acordo com o número de canetas que vem na embalagem. Apesar da queda recente da patente da semaglutida, por enquanto só estão disponíveis no mercado brasileiro os produtos da Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) ou aqueles lançados no ano passado pela Eurofarma, em parceria com a própria farmacêutica dinamarquesa (vendidos sob o nome comercial Poviztra e Extensior). Mais de saude
No caso dos medicamentos injetáveis, os valores variam de acordo com a dosagem: Ozempic (dose: 1,34 mg/ml), Wegovy (doses: 0,68 mg/ml e 1,34 mg/ml), Poviztra (doses: 0,68 mg/ml e 1,34 mg/ml) e Extensior (dose: 1,34 mg/ml): R$ 1.077,79 a R$ 1.399,72 Wegovy (dose: 2,27 mg/ml) e Poviztra (dose: 2,27 mg/ml): R$ 1.614,43 a R$ 2.096,66 Wegovy (dose: 3,2 mg/ml) e Poviztra (dose: 3,2 mg/ml): R$ 2.076,49 a R$ 2.696,75 Leia também: No Dia das Mães, alguns conselhos para essas eternas equilibristas
Já para o Rybelsus, de uso oral, o preço varia conforme o número de comprimidos na caixa, independentemente da dosagem. Primeira molécula a ter sua patente derrubada, a liraglutida é a única que conta com “concorrência” oficial no mercado brasileiro. Originalmente disponibilizados sob os nomes de Victoza e Saxenda, da Novo Nordisk, desde o ano passado essa substância também é encontrada no Lirux e no Olire, da farmacêutica EMS.
A dosagem não muda, e o valor depende do número de aplicadores adquiridos na embalagem. - 5 aplicadores: R$ 1.462,49 a R$ 1.899,34
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