Nos EUA, a Amazon criou uma clínica de baixo custo, mas o paciente assina uma autorização que libera o uso das informações
O impacto que a inteligência artificial causará em toda a sociedade é tão acachapante que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI e criador da plataforma ChatGPT, capaz de elaborar qualquer tipo de conteúdo, pediu uma regulação internacional para seu uso. Entre as muitas questões éticas relativas às novas tecnologias, a privacidade dos dados dos pacientes é uma das mais urgentes, até porque seus efeitos práticos já estão em curso.
Amazon Clinic: para usar seus serviços, o paciente assina uma autorização que permite que a empresa utilize seus dados — Foto: Christian Northe para Pixabay Leia também: ‘Café com Mounjaro’, publis e mais: mercado ilegal de tirzepatida invade o Brasil com ajuda de influenciadores
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A Amazon criou uma clínica de baixo custo, a Amazon Clinic, que realiza consultas on-line – pagando US$ 30, você entra em contato com um médico que lhe dará uma receita sem precisar sair de casa. No entanto, para usar o serviço, o paciente assina uma autorização que permite que a empresa utilize seus dados como quiser.
Como as leis continuarão protegendo os cidadãos se as grandes empresas de tecnologia se esforçam para buscar brechas no sentido contrário? Mais de saude
Ninguém é forçado a aderir ao serviço, mas seu preço e o apelo de marketing são eficientes armas para conquistar o público. Além de dados pessoais, a Amazon Clinic pede para o usuário enviar fotos que detalhem sua condição. E o que pode acontecer com esse dossiê que a gigante de tecnologia vai dispor? Algumas opções: vender as informações para terceiros (a autorização foi dada!); direcionar anúncios com base em seu perfil médico; e até gerar, via inteligência artificial, modelos que prevejam o risco de os pacientes desenvolverem determinados tipos doença, que podem ser comercializados. Leia também: Filme mostra um Japão distópico que encoraja a eutanásia dos idosos
O analista Geoffrey Fowler escreveu longo artigo sobre o tema no jornal “The Washington Post” – curiosamente, que tem como proprietário Jeff Bezos, dono da Amazon. A respeito de seus questionamentos, a assessoria de imprensa da empresa afirmou que seu negócio não é vender dados e que não usa informações dos clientes para nenhum propósito sem a sua concordância. É pouco. E se surgir uma versão tupiniquim?
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