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Surfe ganha espaço entre mulheres (e pode ser praticado até longe do mar); entenda

Surfe ganha espaço entre mulheres (e pode ser praticado até longe do mar); entenda Prática traz benefícios físicos e mentais e pode ser feita com simuladores, mesmo

Surfe ganha espaço entre mulheres (e pode ser praticado até longe do mar); entenda

Surfe ganha espaço entre mulheres (e pode ser praticado até longe do mar); entenda Prática traz benefícios físicos e mentais e pode ser feita com simuladores, mesmo longe do mar “

O surfe foi um resgate para mim. Um resgate da minha conexão com a natureza, do meu corpo e, principalmente, de mim mesma. Porque a rotina muitas vezes nos engole”, relata Andreia Muniz, gerente de eventos de 33 anos que pegou a onda da modalidade há dois meses.

“ Hoje o esporte faz parte do meu equilíbrio. Ele me lembra que a vida não é só sobre os números que precisamos entregar no fim do dia”, reflete.

Andreia é uma das mulheres que buscam esse refúgio na escola carioca de surfe de Ariel Gioranelli, na Barra da Tijuca. O professor, de fato, observa o aumento da presença feminina nas aulas, e, em sua visão, esse crescimento traduz uma mudança de percepção sobre a atividade e seu papel no bem-estar. Os estudos corroboram a percepção do surfista.

“A literatura científica tem demonstrado que o contato com a natureza potencializa os efeitos positivos do exercício”, diz o fisioterapeuta Alexander Rehder, que cuida do campeão Gabriel Medina. Além dos benefícios mentais, o surfe trabalha uma série de competências físicas, como força, flexibilidade e resistência. E tem um bônus ao ficar descalço na prancha.

“É uma oportunidade de trabalhar os quase 26 músculos que formam a base do nosso corpo e são frequentemente negligenciados quando usamos calçados o dia todo”, destaca Rehder. Sim, vantagens da cabeça aos pés. Maré de benefícios Leia também: Morte de mulher após cirurgias plásticas: por que pode acontecer e o que se sabe sobre o caso

O fisioterapeuta Alexander Rehder, parceiro do campeão Gabriel Medina, elenca os principais Coração em dia A remada até as ondas e a captura delas requerem grande quantidade de energia e resistência, proporcionando condicionamento cardiovascular. De cima a baixo

O corpo todo se envolve! Além de propiciar um recrutamento de diversos grupos musculares, o surfe desenvolve o equilíbrio, o controle postural e a flexibilidade do praticante. Respiro mental

O esporte como uma espécie de terapia reduz sintomas de depressão e ansiedade e provê um aumento imediato de tranquilidade após apenas 30 minutos na água. Alta imunidade A exposição a ambientes aquáticos naturais atua diretamente na regulação do sistema nervoso autônomo, reduzindo marcadores de estresse e aumentando a atividade das células de defesa.

Como iniciar a jornada na prancha Dá para conhecer o universo do surfe mesmo longe das praias Escolas de surfe São os espaços clássicos dedicados ao ensinamento da modalidade através do acompanhamento de um instrutor nas águas do mar.

Existem grupos focados em mulheres, e o ingresso independe da idade ou do estágio físico. Aulas indoor Academias já dispõem de piscinas de onda com alta tecnologia que buscam emular as condições do mar. Mais de saude

Os professores podem orientar desde iniciantes até pessoas que já têm experiência nas águas. Viagens imersivas As surf trips são roteiros planejados por comunidades do setor com o intuito de criar um espaço acolhedor de aprendizado e aperfeiçoamento do surfe, além de propiciar conexões sociais e conhecer novos destinos.

Tem pacote só para mulheres. Skate ou surfe? O surfe no asfalto se tornou outra prática que ganhou popularidade. Leia também: E se as vacinas desaparecessem? Veja simulação que projeta futuro sem imunizantes

Por meio de um skate especial, você trabalha as habilidades exigidas pelo esporte nas ondas. É um simulador de surfe para quem está longe da praia. Minha experiência surfando… sem água!

E bora fazer uma aula de surfe no asfalto? Eu fui… Subir em um skate com o eixo dianteiro mais móvel do que o habitual, projetado para simular os movimentos da prancha, é desafiador.

A sensação é de que o corpo todo é exigido. Mas a orientação e o cuidado meticulosos do professor fizeram com que a sessão fosse extremamente proveitosa e divertida. Com vasta experiência como atleta, graduação em educação física e pós-graduação em biomecânica, Marcos Juliano fundou um centro de treinamento no Butantã, em São Paulo, e transformou suas vivências em uma metodologia para os simuladores de surfe, inclusive desenvolvendo seu próprio skate.

Mas ele faz questão de explicar: “ O skate é o skate, o surfe é o surfe.

O que é igual são os processos de controle do corpo, força e resistência”. Seja para surfar no asfalto, seja na água depois, os simuladores estão conquistando seu espaço. Curti demais!

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