Jaques Wagner vai a Brasília e tenta convencer Lula a mantê-lo na liderança
Ler matéria →O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar, nesta quarta-feira (24), o julgamento de processos que discutem a existência de vínculo de emprego entre motoristas e entregadores e os aplicativos– a chamada "uberização".
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília— Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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O caso começou a ser analisado no ano passado, quando o tribunal realizou sessões para a apresentação de argumentos dos participantes dos processos. Agora, o tema volta à pauta com a expectativa de apresentação dos votos dos ministros.
O plenário vai analisar o modelo de operação desenvolvido nestas plataformas e as repercussões nos direitos dos trabalhadores. Leia também: Jaques Wagner vai a Brasília e tenta convencer Lula a mantê-lo na liderança
Ao final, a Corte vai elaborar uma tese, ou seja, uma espécie de guia que vai servir de parâmetro em disputas que tramitam em instâncias inferiores da Justiça.
Agora no g1
Proposta da AGU
Em outubro do ano passado, quando os processos começaram a ser julgados, a Advocacia-Geral da União (AGU) propôs uma série de orientações para a relação entre aplicativos de transporte e entrega e seus prestadores e serviços.
À época, a Advocacia sugeriu: Mais de politica
- garantia de piso de remuneração reajustado seguindo a política nacional do salário mínimo;
- limite de horas de conexão do trabalhador por dia;
- seguro de vida e de proteção para casos de invalidez;
- garantia de representação por entidade sindical e negociação coletiva;
- criação de espaços de descanso;
- incentivo à capacitação profissional.
O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar, nesta quarta-feira (24), o julgamento de processos que que discutem a existência de vínculo de emprego entre motoristas e entregadores e os aplicativos— Foto: Shutterstock Leia também: Deputado pede que Wagner siga exemplo de ex-ministro de Itamar e deixe cargo
Posição da PGR
Em documento enviado ao STF em setembro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e empresas de aplicativos.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco citou votos de ministros do STF para reforçar que já há, na própria Corte, entendimentos contrários ao estabelecimento do vínculo trabalhista nessas relações.
Processos contra a Lei de Improbidade Administrativa
O primeiro item da pauta, no entanto, é um conjunto de recursos e ações contra trechos da Lei de Improbidade Administrativa. A norma, que pune acusados de irregularidades na gestão de recursos públicos, foi alterada pelo Congresso em 2021.
Os recursos pedem esclarecimentos quanto à decisão do STF que fixou a exigência de caracterização do dolo (intenção) do agente para configurar a improbidade.
Além disso, há ações que questionam outros pontos da lei. Estão em discussão temas como:
- AGU - Advocacia Geral da União
- STF - Supremo Tribunal Federal
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