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O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) foi notificado pelo Superior Tribunal de Justiça e terá 15 dias para se manifestar no caso em que é suspeito de ter cometido calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em um vídeo publicado nas redes sociais com sátiras ao decano e a outros membros da Corte.
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Enquanto ainda era governador de Minas Gerais, Zema publicou um vídeo feito com Inteligência Artificial que retrata uma conversa entre fantoches caracterizados como Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A sátira aborda a decisão do decano que anulou as quebras de sigilo da empresa Maridt, ligada a Toffoli e a seus irmãos.
No diálogo, o personagem que representa Toffoli pede que Gilmar anule as quebras de sigilo de suas empresas, aprovadas no âmbito da CPI do Crime Organizado. Em troca, o decano exigiria cortesias no resort Tayayá, do qual Toffoli e os irmãos também eram acionistas e que foi alvo de investigações no escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O caso motivou Mendes a enviar uma representação ao ministro Alexandre de Moraes para que Zema fosse incluído no inquérito das fake news e investigado por calúnia e difamação. “O vídeo vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”, afirma um trecho do documento.
Nesta segunda-feira (1º), Zema foi às redes sociais comentar o caso. Em novo vídeo publicado, o ex-governador destacou que está “indignado” com a notificação judicial, mas tem “certeza de que a Justiça vai prevalecer”. Mais de economia
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“Fui notificado pela Justiça Federal e adivinha quem é o autor? O ministro Gilmar Mendes. Parece que ele não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que ele e outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido”, destacou no vídeo.
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Caio César
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