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Por que ONG da produtora de 'Dark Horse' é alvo de operação da Polícia Civil em

Crédito, Reprodução/Redes sociais Legenda da foto, Alvo da operação, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) pertence a Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP, produtora do

Por que ONG da produtora de 'Dark Horse' é alvo de operação da Polícia Civil em
Karina Ferreira da Gama

Crédito, Reprodução/Redes sociais

Legenda da foto, Alvo da operação, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) pertence a Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP, produtora do filme Dark Horse
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    • Author, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published 1 junho 2026, 14:28 -03
    Atualizado Há 48 minutos
  • Tempo de leitura: 7 min

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1/6) uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na contratação e execução de serviços, em contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Gama, dona da Go UP, produtora do filme Dark Horse.

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A produtora está em evidência desde que o site The Intercept Brasil noticiou, em meados de maio, que o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL).

Alvo da operação desta segunda-feira, o Instituto Conhecer Brasil foi contratado por R$ 108 milhões pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) de São Paulo para instalar e fazer a manutenção de 5 mil pontos de internet gratuita via wi-fi em comunidades de São Paulo. Mas, segundo o inquérito policial, apenas 3,2 mil pontos foram entregues.

O delegado responsável pelo caso afirma ainda que o instituto teria cobrado valores acima do mercado pela prestação do serviço e que a Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), desembolsou ao menos R$ 26 milhões por serviços não prestados no âmbito do contrato, que passou por ao menos três aditivos. Leia também: Qual a origem do feriado de Corpus Christi e como a data é celebrada no Brasil?

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o Instituto Conhecer Brasil é o principal alvo da operação desta segunda.

"Também são cumpridas diligências em endereços ligados a empresas que teriam sido subcontratadas para a implantação dos serviços. Houve ainda busca na Secretaria Municipal para obtenção de contratos, prestações de contas e documentos relacionados ao termo de colaboração", informou a pasta.

Ainda de acordo com a SSP-SP, as equipes cumprem mandados de busca e apreensão para recolher documentos físicos e digitais, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, mas não há previsão de realização de prisões neste momento.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou "que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações".

Ainda conforme a Prefeitura, "todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município".

A gestão Ricardo Nunes ressaltou ainda que o programa funciona normalmente na cidade e que, por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela Prefeitura, "apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção". Leia também: Quem é o candidato inspirado em Bukele e Milei que ficou na frente no 1º turno

"A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade", completou a administração.

Em declaração à imprensa ao chegar a um evento, Flávio Bolsonaro declarou que a operação não tem "nada a ver" com o filme sobre seu pai.

Ex-ministro do governo Bolsonaro, o advogado Fábio Wajngarten saiu em defesa da dona da produtora. "Conheci a Karina Gama ( produtora do filme ) há 15 dias. Humilde, trabalhadora, focada. É mãe e pai. Locomotiva da família. Promovi encontros e reuniões com grandes jornalistas para que ela contasse sua linda história de vida. Ela não está sozinha. Aviso a quem interessar: Não vai dar certo a intenção de tentarem vilanizá-la. Os chantagistas serão devidamente expostos. Ela não será usada como moeda política, isso eu garanto a todos."

Segundo a Polícia Civil, o inquérito partiu de informações que apontam "para graves e volumosas irregularidades financeiras e administrativas", no âmbito do contrato firmado entre a Prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil.

A investigação partiu de uma denúncia feita por Leonardo Carvalho Bastos, membro do Conselho de Ética do PT de Sapucaia do Sul (RS), ao Ministério Público Federal (MPF), mas a apuração passou ao âmbito da polícia paulista por não envolver recursos ou lesão ao interesse da União.

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