Número de mortos em terremoto no Japão sobe para 23
Ler matéria →O shopping que explodiu após um terremoto de magnitude 7,1 no sul do Japão havia resistido ao tremor e conseguido retirar com segurança mais de 3 mil pessoas antes do incidente. O caso aconteceu na terça-feira (28) e deixou três mortos. O terremoto atingiu a região de Kumamoto às 16h27 (horário local) de terça-feira (28).
Segundo relatos de funcionários, o terremoto sacudiu o prédio por cerca de dez segundos e levantou uma nuvem de poeira. Apesar do susto, o shopping resistiu aos abalos.- A empresa responsável pelo local, Aeon, informou que todos os 3 mil clientes conseguiram deixar o prédio cerca de 30 minutos após o terremoto.
Leia no AINotícia: Japão: Shopping destruído danificado há 10 anos
- A companhia acreditava que os funcionários também haviam saído.- No entanto, alguns empregados permaneceram no local ou retornaram ao prédio por motivos ainda desconhecidos. Cerca de 80 minutos depois do terremoto, uma explosão destruiu parte do edifício, provocou o desabamento do segundo andar e lançou destroços pelo estacionamento. Leia também: O que explica os ventos de 100 km/h que causaram mortes, destruição e apagões
" Pensei que uma bomba tivesse explodido", disse Takateru Sonoda, de 41 anos, à agência de notícias Jiji Press. Ele administra um salão de cabeleireiro perto do shopping.
" Havia pessoas pedindo para que outras deixassem o local, enquanto sirenes tocavam. As estradas próximas estavam congestionadas, era um estado de pânico", disse Sonoda.
Equipes de resgate retiraram oito pessoas dos escombros durante a madrugada de quarta-feira (29). Três delas morreram, e outros funcionários continuam desaparecidos. Shopping havia sido reforçado Imagem aérea mostra o shopping Aeon Mall em Kashima, em Kumamoto, parcialmente destruído após terremoto de magnitude 7,1 atingir o sul do Japão em. Mais de mundo
— Foto: Kyodo via REUTERS O centro comercial havia sido reinaugurado no mês passado após uma ampla reforma realizada justamente para reforçar a resistência a terremotos.
O prédio foi seriamente danificado pelo terremoto de magnitude 7,3 que atingiu Kumamoto em 2016. Na reconstrução, a Aeon destacou a instalação de tetos reforçados e outras melhorias estruturais para aumentar a segurança do edifício. Segundo o Wall Street Journal, a empresa chegou a afirmar que o novo projeto havia sido desenvolvido para suportar grandes terremotos, objetivo que aparentemente foi alcançado, já que a estrutura resistiu ao tremor desta terça-feira. Leia também: Número de mortos em terremoto no Japão sobe para 23
Mas a estrutura não resistiu a uma explosão, que supostamente teria sido motivada por um vazamento de gás. Segundo a Aeon, o shopping utilizava GLP, armazenado em um tanque externo, e não gás encanado. O sistema havia passado por uma inspeção de segurança no mês passado.
O presidente da empresa, Akio Yoshida, afirmou que a possibilidade de um vazamento de gás ter provocado a explosão é "muito alta", embora as causas ainda estejam sendo investigadas. Especialistas afirmam que tanto sistemas de gás encanado quanto de GLP possuem mecanismos automáticos para interromper o fornecimento em caso de terremotos ou vazamentos. As autoridades tentam descobrir por que essas medidas de segurança não impediram a explosão.
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