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TOC de relacionamento: 'Não saía de casa por medo de trair meu namorado'

Crédito, Sophia Legenda da foto, Sophia descreve o TOC de relacionamento como uma 'tortura mental' Article Information Author, Elena Bailey Role, Repórter de saúde, BBC

TOC de relacionamento: 'Não saía de casa por medo de trair meu namorado'
Mulher jovem sorrindo para uma selfie no bosque

Crédito, Sophia

Legenda da foto, Sophia descreve o TOC de relacionamento como uma 'tortura mental'
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    • Author, Elena Bailey
    • Role, Repórter de saúde, BBC News
  • Published Há 8 horas
  • Tempo de leitura: 5 min

Sophia tem 24 anos e vive um relacionamento amoroso há mais de um ano.

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Mas ela ainda questiona tudo sobre a relação: até que ponto ela e seu namorado são compatíveis, se ela realmente o ama e quais ações ela pode tomar em virtude disso.

"Eu não conseguia sair de casa porque ficava com muito receio de trair meu namorado", conta Sophia. Ela é garçonete e criadora de conteúdo em Leeds, na Inglaterra.

"No auge da condição, eu não conseguia ir trabalhar. Ficava na cama o dia todo, fazendo centenas de perguntas ao ChatGPT, tentando me reafirmar." Leia também: Mercurocromo: o remédio tóxico que quase todo mundo usava para machucados

Sophia descreve como é viver com TOC de relacionamento (TOC-R), uma forma de transtorno obsessivo-compulsivo. Os especialistas afirmam que ele vai muito além das dúvidas normais sobre relacionamentos que todos nós estamos sujeitos a vivenciar.

O TOC-R traz dúvidas intrusivas persistentes, que causam estresse significativo e geram comportamentos compulsivos, como testar repetidamente seu parceiro, em busca de reafirmação.

O transtorno "pode consumir horas de energia mental e causar muita ansiedade, enquanto, em um relacionamento normal, estes pensamentos não dominam o seu dia", explica o professor David Veale, psiquiatra do NHS Trust Maudsley e do Sul de Londres.

Sophia descreve seu impacto como "tortura mental".

"Ter uma voz na sua cabeça criticando constantemente seu relacionamento e trazendo todos aqueles pensamentos horríveis contra o seu parceiro é de partir o coração." Mais de mundo

O TOC-R afeta 1,2% da população do Reino Unido, mas é difícil saber quantas pessoas sofrem o impacto do transtorno, já que ele não é registrado separadamente.

Os dados disponíveis para afirmar se o TOC de relacionamento atinge mais as mulheres do que os homens são insuficientes, segundo Veale. Mas a sua impressão pessoal é que o transtorno é "levemente mais comum nas mulheres".

O professor Guy Doron, psicólogo clínico da Universidade Reichman, em Israel, começou a pesquisar esta condição mais de uma década atrás. Na época, havia muito pouca informação a respeito. Leia também: O que explica os ventos de 100 km/h que causaram mortes, destruição e apagões

Agora, ele observa "um aumento dos encaminhamentos para TOC de relacionamento".

As estatísticas são limitadas, mas as pesquisas e a maior consciência nas redes sociais parecem estar levando mais pessoas a procurar ajuda.

'Completamente desligada'

O TOC de relacionamento se enquadra tipicamente em duas categorias.

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