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Ler matéria →Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos Bernie Sanders apresentou projeto de lei para criar fundo soberano com ações de empresas de IA. Fundo distribuiria US$ 1.000 por ano para cada cidadão americano.
Bernie Sanders apresentou projeto de lei para criar fundo soberano com ações de empresas de IA. Fundo distribuiria US$ 1.000 por ano para cada cidadão americano. Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, continua engajado em seu ideal de “dividir” grandes empresas de inteligência artificial com a população do país.
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Na proposta mais recente, Sanders entende que essas organizações deveriam pagar US$ 1.000 (R$ 5.140) por ano a cada contribuinte americano. Pagamentos dessa natureza nos fazem pensar em indenizações ou multas. Não é bem o caso. Leia também: Motorola Edge 70 (256 GB) despenca de preço com desconto imbatível na Amazon
O dinheiro viria na esteira da proposta de Bernie Sanders de transferir 50% do capital de empresas de IA para o povo americano. O valor resultante seria direcionado a um fundo soberano (controlado pelo governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act. É daí que viriam os US$ 1.000 anuais direcionados a cada cidadão.
Sanders acredita que o fundo também pode financiar projetos sociais. A proposta de criação do fundo foi apresentada na forma de um projeto de lei. Se aprovado tal como proposto, o fundo acumularia algo em torno de US$ 7 trilhões inicialmente, pois seria correspondente à soma das ações concedidas de cada empresa de IA cuja receita atingisse US$ 200 milhões por ano ou mais.
De acordo com o senador, o valor de US$ 1.000 pode aumentar à medida que as companhias de IA arrecadarem mais dinheiro. Em caso de desvalorização das empresas, os contribuintes não arcariam com eventuais prejuízos: “não vamos perder nenhum dinheiro, mesmo que a bolha estoure”, complementou o senador. Mais de tecnologia
Uma comissão independente formada por sete pessoas ficaria responsável por administrar o fundo. Na visão do senador, o que a inteligência artificial oferece atualmente não é oriundo da própria tecnologia, mas de esforços humanos coletivos, de forma que os ganhos resultantes devem ser compartilhados com a sociedade em vez de ficarem concentrados nas mãos de poucas pessoas: Acreditamos que isso é o melhor que poderíamos fazer no momento, e certamente representa um enorme, enorme, enorme avanço em relação a conceder poder unilateral e absoluto a um grupo de bilionários.
Bernie Sanders, senador dos EUA Sanders se refere ao fato de que as gigantescas bases de dados que alimentam o conhecimento dos sistemas de IA têm origem em livros, estudos, notícias, códigos-fonte, vídeos, fotos e tantas outras fontes cuja existência se deve ao trabalho humano. Outros políticos, bem como líderes de companhias como OpenAI e Anthropic, já deram a entender que o setor de IA realmente precisa parte de seus ganhos com a sociedade. Apesar disso, o projeto de lei de Sanders deve encontrar resistência, pois, da forma como foi apresentado, é considerado bastante “agressivo”. Leia também: Olhar Espacial: o perigoso asteroide que pode revelar a origem da vida na Terra
Mas uma coisa o senador já vem conseguindo: gerar discussões sobre os aspectos potencialmente danosos da inteligência artificial. Com informações de Associated Press {{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif %
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