Empregada doméstica trabalhava no local onde foi encontrada desde os 17 anos. Ela foi resgatada em novembro de 2025, no bairro de Porto da Madeira, na Zona Norte do Recife.
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Uma mulher de 54 anos resgatada de condições análogas à escravidão pediu para voltar à casa dos antigos patrões sob alegação de falta de assistência no Recife.
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Ela passou 36 anos sem receber salário e vivendo em condições degradantes, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).
Leia no AINotícia: Loterias da Caixa: Lotomania e Lotofácil Têm Ganhadores; Quina e Outras Acumulam
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Vítima trabalhava como empregada doméstica desde 1989, quando tinha 17 anos, sendo submetida a jornadas exaustivas, intimidações e extrema vulnerabilidade social.
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Órgão abriu investigação para apurar falhas no atendimento à vítima pelo município.
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Prefeitura disse que cumpriu seus limites institucionais e que mulher não foi localizada pelas equipes assistenciais em visitas domiciliares. Leia também: Órfãos de Vítimas de Feminicídio Têm Direito a Pensão Especial do INSS
MPT apura falha em atendimento a mulher resgatada de trabalho análogo à escravidão
A mulher resgatada de condições análogas à escravidão que pediu para voltar à casa dos antigos patrões sob alegação de falta de assistência no Recife passou 36 anos sem receber salário e vivendo em condições degradantes, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).
O órgão investiga se houve falha no atendimento feito pela prefeitura (veja vídeo acima). A gestão municipal disse que ofereceu acolhimento institucional à vítima e que atua de acordo com a Política Nacional de Assistência Social (saiba mais abaixo).
De acordo com o MPT, ela trabalhava como empregada doméstica no local desde 1989, quando tinha 17 anos. O resgate aconteceu em novembro de 2025, no bairro de Porto da Madeira, na Zona Norte da capital pernambucana.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mulher, que hoje tem 54 anos, foi encontrada com ferimentos nos pés. Entre as irregularidades identificadas, segundo o MPT, estão: Mais de noticia
- falta de registro do contrato de trabalho;
- excesso de jornada;
- não concessão de descanso semanal remunerado;
- férias;
- não pagamento de salários;
- não depósito de FGTS;
- não concessão de períodos de descanso interjornada e intrajornada;
- não pagamento de 13º salário ou de adicional pelo trabalho noturno;
- não fornecimento de EPIs;
- prestação de falsa informação ao Ministério da Economia de forma a possibilitar a percepção indevida do Benefício Emergencial.
Durante o resgate, os auditores fiscais identificaram situação de "extrema vulnerabilidade". A empregada doméstica era submetida a "dependência forçada" e intimidações "para impedir o rompimento do vínculo e dificultar qualquer tentativa de denúncia", segundo as investigações. Leia também: Panorama: Notícias de crimes, finanças e informações regionais
Local onde doméstica foi resgatada após 36 anos em situação análoga à escravidão — Foto: MPT/Divulgação
Falha na assistência
Após a atuação do MPT em novembro, a trabalhadora procurou o órgão no dia 28 de abril deste ano e disse se sentir sozinha após o resgate. Ela afirmou que o atendimento socioassistencial da prefeitura do Recife havia terminado.
Na época do resgate, a mulher optou por ser acolhida por parentes e deveria ser acompanhada pela Assistência Social municipal. Segundo o MPT, quando procurou o ministério, ela disse que queria voltar à casa dos antigos patrões.
O MPT informou que poderia ser recontratada, caso a situação da trabalhadora no antigo local de trabalho fosse regularizada, com a garantia de todos os seus direitos. De acordo com o órgão, são necessários:
- garantia dos direitos trabalhistas;
- inclusão no registro formal do contrato;
- limite da jornada de trabalho;
- salubridade das condições de alojamento.
- FGTS
- Ministério da Economia
- Pernambuco
- Recife
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