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Sem férias e salário por 36 anos: como vivia mulher submetida a trabalho

Sem férias e salário por 36 anos: como vivia mulher submetida a trabalho análogo à escravidão que pediu para voltar à casa de patrões Empregada doméstica trabalhava no

Sem férias e salário por 36 anos: como vivia mulher submetida a trabalho
Sem férias e salário por 36 anos: como vivia mulher submetida a trabalho análogo à escravidão que pediu para voltar à casa de patrões

Empregada doméstica trabalhava no local onde foi encontrada desde os 17 anos. Ela foi resgatada em novembro de 2025, no bairro de Porto da Madeira, na Zona Norte do Recife.


  • Uma mulher de 54 anos resgatada de condições análogas à escravidão pediu para voltar à casa dos antigos patrões sob alegação de falta de assistência no Recife.

  • Ela passou 36 anos sem receber salário e vivendo em condições degradantes, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).

    Leia no AINotícia: Loterias da Caixa: Lotomania e Lotofácil Têm Ganhadores; Quina e Outras Acumulam

  • Vítima trabalhava como empregada doméstica desde 1989, quando tinha 17 anos, sendo submetida a jornadas exaustivas, intimidações e extrema vulnerabilidade social.

  • Órgão abriu investigação para apurar falhas no atendimento à vítima pelo município.

  • Prefeitura disse que cumpriu seus limites institucionais e que mulher não foi localizada pelas equipes assistenciais em visitas domiciliares. Leia também: Órfãos de Vítimas de Feminicídio Têm Direito a Pensão Especial do INSS

MPT apura falha em atendimento a mulher resgatada de trabalho análogo à escravidão

MPT apura falha em atendimento a mulher resgatada de trabalho análogo à escravidão

A mulher resgatada de condições análogas à escravidão que pediu para voltar à casa dos antigos patrões sob alegação de falta de assistência no Recife passou 36 anos sem receber salário e vivendo em condições degradantes, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O órgão investiga se houve falha no atendimento feito pela prefeitura (veja vídeo acima). A gestão municipal disse que ofereceu acolhimento institucional à vítima e que atua de acordo com a Política Nacional de Assistência Social (saiba mais abaixo).

De acordo com o MPT, ela trabalhava como empregada doméstica no local desde 1989, quando tinha 17 anos. O resgate aconteceu em novembro de 2025, no bairro de Porto da Madeira, na Zona Norte da capital pernambucana.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mulher, que hoje tem 54 anos, foi encontrada com ferimentos nos pés. Entre as irregularidades identificadas, segundo o MPT, estão: Mais de noticia

  • falta de registro do contrato de trabalho;
  • excesso de jornada;
  • não concessão de descanso semanal remunerado;
  • férias;
  • não pagamento de salários;
  • não depósito de FGTS;
  • não concessão de períodos de descanso interjornada e intrajornada;
  • não pagamento de 13º salário ou de adicional pelo trabalho noturno;
  • não fornecimento de EPIs;
  • prestação de falsa informação ao Ministério da Economia de forma a possibilitar a percepção indevida do Benefício Emergencial.

Durante o resgate, os auditores fiscais identificaram situação de "extrema vulnerabilidade". A empregada doméstica era submetida a "dependência forçada" e intimidações "para impedir o rompimento do vínculo e dificultar qualquer tentativa de denúncia", segundo as investigações. Leia também: Panorama: Notícias de crimes, finanças e informações regionais

Local onde doméstica foi resgatada após 36 anos em situação análoga à escravidão — Foto: MPT/Divulgação

Falha na assistência

Após a atuação do MPT em novembro, a trabalhadora procurou o órgão no dia 28 de abril deste ano e disse se sentir sozinha após o resgate. Ela afirmou que o atendimento socioassistencial da prefeitura do Recife havia terminado.

Na época do resgate, a mulher optou por ser acolhida por parentes e deveria ser acompanhada pela Assistência Social municipal. Segundo o MPT, quando procurou o ministério, ela disse que queria voltar à casa dos antigos patrões.

O MPT informou que poderia ser recontratada, caso a situação da trabalhadora no antigo local de trabalho fosse regularizada, com a garantia de todos os seus direitos. De acordo com o órgão, são necessários:

  • garantia dos direitos trabalhistas;
  • inclusão no registro formal do contrato;
  • limite da jornada de trabalho;
  • salubridade das condições de alojamento.

  • FGTS
  • Ministério da Economia
  • Pernambuco
  • Recife
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