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Ler matéria →Segurança preso pelo espancamento de Cláudio Rafael chegou à DP para depor pedalando bicicleta da vítima— om a morte de Cláudio Rafael Landeiro foi prestar depoimento com a bicicleta usada pela vítima no dia do linchamento.
Cláudio Rafael foi espancado até a morte após ser acusado de ser ladrão de bicicletas– o veículo, entretanto, pertencia à irmã dele. O segurança de rua Davi Santos Machado, de 21 anos, prestou depoimento na última segunda-feira (17) como testemunha e negou ter participado das agressões. No dia seguinte, voltou à delegacia e confessou o crime.
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Ele compareceu à 12ª DP (Copacabana) com a bicicleta usada por Rafael– como a vítima era chamada pela família. O veículo tinha sido levado na noite do crime por outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, como mostram imagens analisadas pela polícia e obtidas pela TV Globo. Eles disseram pensar que estavam recuperando uma bicicleta roubada– o que se mostrou ter sido um engano.
Segundo depoimentos, Rafael chegou a uma loja em Copacabana por volta das 23h20 do dia 11 de agosto para pedir um cigarro. Como não tinha dinheiro, não recebeu o produto. Minutos depois, o segurança Davi chegou e perguntou sobre a bicicleta que estava ao lado de Rafael, que respondeu apenas que "não"
– pelo fato de a bicicleta pertencer à sua irmã. Segunda a família, Rafael tem problemas cognitivos que afetam sua comunicação De acordo com uma testemunha, Davi pegou a bicicleta e pediu que ele a guardasse. Leia também: Homem espancado no Rio morreu por traumatismo e hemorragia, diz laudo
Ele afirma que colocou o veículo junto a galões de água e o prendeu com um cadeado. Davi fotografou a bicicleta e saiu. Depois, voltou dizendo que havia encontrado o proprietário, retirou o cadeado e levou a bicicleta, seguido por Rafael.
O funcionário permaneceu trabalhando na loja. Pouco depois, um cliente avisou que dois homens estavam agredindo alguém com pedaços de madeira. A testemunha foi até a frente da loja e viu Davi e outro segurança dando pauladas em Rafael, na rua e na calçada.
A testemunha afirmou ainda que o outro segurança pegou a bicicleta com Davi e deixou o local, enquanto Rafael seguia em direção ao homem que estava com o veículo. 'Ato insano' Davi prestou depoimento cinco dias depois do crime, inicialmente na condição de testemunha.
Segundo a polícia, ele mentiu e afirmou que não tinha visto nem participado das agressões. No dia seguinte, porém, voltou à delegacia e confessou ter agredido Rafael. No depoimento, Davi afirmou que ele e os dois entregadores passaram a dar socos e pontapés na vítima.
Disse também que usou um cacetete para golpeá-la. Segundo o relato, em um “ato insano”, ele deu vários golpes na cabeça de Rafeal e afirmou não saber explicar o que o levou a agir daquela forma. Davi também declarou que não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada. Mais de noticia
Ainda segundo o depoimento, Rafael não ofereceu resistência e obedeceu às ordens dos homens. Davi afirmou que não ouviu a vítima pedir socorro. Relembre o caso Rafael saiu de casa para passear de bicicleta na noite de 11 de agosto.
Segundo a família, ele tinha transtornos mentais e falava pouco. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança de rua Davi Santos Machado, que perguntou se a bicicleta era dele. Cláudio Rafael respondeu que não— a bicicleta, de fato, era da irmã.
Segundo a investigação, Davi passou a suspeitar que Rafael tivesse furtado a bicicleta e chamou dois entregadores que passavam pelo local. Imagens mostram que o outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, retirou a bicicleta de Cláudio à força. A vítima tentou recuperar o objeto, foi agredida e correu. Leia também: Acidente entre ônibus e caminhão deixa ao menos dois mortos e interdita BR-040
Cláudio se sentou em frente a um prédio, na Rua Felipe Oliveira, onde voltou a ser cercado pelos homens. Os dois entregadores se juntaram a Davi e começaram a agredi-lo. As agressões duraram quase nove minutos e foram registradas em vídeo pelos próprios envolvidos.
Cláudio não reagiu. Depois, ele ficou agonizando por cerca de meia hora na calçada. Bombeiros foram chamados e levaram Cláudio para o hospital, mas ele não resistiu.
Cláudio Rafael, filmado por entregadores— achado, de 21 anos: segurança de rua. Ele aparece nas imagens agredindo Cláudio com um cacetete e dando diversos golpes na cabeça da vítima.
Segundo a polícia, inicialmente prestou depoimento como testemunha e negou ter participado das agressões. No dia seguinte, voltou à delegacia e confessou o crime.- Jorge Luiz Ricardo Dias: outro segurança de rua envolvido no caso.
Ele aparece em imagens carregando um pedaço de madeira e levando a bicicleta de Cláudio.- Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos: entregador. Ele aparece nas imagens participando das agressões.
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