
Crédito, Natalia Kolesnikova/Anadolu via Getty Images
- Author, Steve Rosenberg
- Role, Da BBC News em Moscou
- Há 7 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Uma palavra domina a Praça Vermelha no momento: "Vitória".
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A palavra Pobeda se destaca em enormes faixas vermelhas e aparece piscando em telas de vídeo. Perto dali, pessoas tiram selfies ao lado de uma instalação artística que soletra a palavra.
A ideia nacional da Rússia, construída durante o governo de Vladimir Putin, gira em torno da vitória da União Soviética na Segunda Guerra Mundial. O 9 de maio, celebrado neste sábado, tornou-se o feriado nacional mais importante da Rússia.
Mas, neste ano, o desfile de 9 de maio está sendo reduzido. Pela primeira vez em quase duas décadas, não haverá equipamento militar na Praça Vermelha: nem tanques, nem mísseis balísticos. Apenas soldados. Leia também: Governo Trump revela arquivos sobre OVNIs e relatos de astronautas na Lua
A forma como o Kremlin escolheu recordar o passado diz muito sobre o presente: é um sinal de que a guerra da Rússia na Ucrânia não está saindo conforme o planejado.
“Nossos tanques estão ocupados agora”, me diz o deputado russo Yevgeny Popov. “Eles estão lutando. Precisamos mais deles no campo de batalha do que na Praça Vermelha.”
“Mas com a guerra [contra a Ucrânia] em seu quinto ano”, eu argumento “a Rússia não apenas não garantiu a vitória como, sob pressão da Ucrânia, está reduzindo o desfile. Alguns diriam que isso é constrangedor.”
“Que outra escolha temos?” Popov responde. “Os países da Otan, as armas da Ucrânia e do Reino Unido, seu rei e seu primeiro-ministro, estão nos ameaçando.”

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Em fevereiro de 2022, a invasão russa da Ucrânia foi uma decisão de Putin.
Mas a guerra está chegando cada vez mais perto da Rússia. Leia também: Trump diz que Lula é 'cara inteligente' após encontro
Na terça-feira (5/6), duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas em um ataque ucraniano de longo alcance com mísseis e drones na cidade russa de Cheboksary. Na noite anterior, um drone atravessou as defesas aéreas de Moscou e atingiu um prédio residencial de alto padrão a seis quilômetros do Kremlin. Não houve vítimas, mas houve danos extensos em um dos andares.
A ameaça de drones ucranianos sobre a Praça Vermelha foi usada como justificativa para a redução do desfile deste ano. O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, falou em uma “ameaça terrorista” da Ucrânia. O Ministério da Defesa da Rússia ameaçou lançar um “ataque massivo de mísseis em retaliação” no centro de Kiev se Moscou for atacada em 9 de maio.

Em uma rua lateral da Praça Vermelha, eu observo a reação do público. Os russos se importam com a ausência de tanques no desfile do Dia da Vitória deste ano?
"Há um problema de segurança”, admite Sergei. "Mas exibir nosso equipamento militar mostra nossa força no cenário mundial. Talvez devêssemos mostrar alguma coisa."
Um desfile reduzido também é um símbolo: de um país que não conseguiu garantir a vitória na Ucrânia após mais de quatro anos de guerra. Em janeiro, o conflito atingiu um marco: a guerra da Rússia contra a Ucrânia passou a durar mais do que a luta da União Soviética contra a Alemanha de Hitler, que é conhecida aqui como a Grande Guerra Patriótica (1941-1945).

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