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- Author, Samina Akhtar*
- Role, The Conversation
- Há 45 minutos
- Tempo de leitura: 5 min
Durante décadas, uma das mensagens de saúde pública mais difundidas foi a de que fumar mata. Mas outro hábito cotidiano, muito menos dramático e muito mais aceito socialmente, também pode estar prejudicando nossa saúde: ficar sentado por longos períodos.
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Pode parecer inofensivo — e até inevitável —, mas há cada vez mais evidências sugerindo que passar tempo demais sentado está associado a graves riscos à saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e morte prematura.
Frequentemente, recomenda-se que as pessoas protejam sua saúde praticando mais exercícios e melhorando a alimentação. Esse conselho é importante, mas deixa de lado algo fundamental.
Mesmo quem cumpre as metas recomendadas de atividade física pode enfrentar riscos à saúde se passar a maior parte do dia sentado. Leia também: As guerras na Ucrânia e no Irã são parte de uma mesma guerra mundial, diz

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Isso acontece porque sedentarismo e inatividade física não são a mesma coisa.
A inatividade física significa não praticar exercícios moderados ou intensos em quantidade suficiente. As diretrizes de saúde pública recomendam pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, como caminhada em ritmo acelerado ou ciclismo, ou 75 minutos de atividade intensa, como corrida.
Já o sedentarismo se refere a longos períodos sentado ou deitado, com gasto energético muito baixo — seja diante de uma mesa de trabalho, da televisão ou durante um longo trajeto até o trabalho.
Assim, uma pessoa pode ser fisicamente ativa e, ainda assim, ter uma rotina muito sedentária. Mais de mundo
Alguém pode sair para correr antes do trabalho e depois permanecer sentado durante a maior parte das oito horas seguintes.
Quando o corpo permanece imóvel durante longos períodos, uma série de mudanças acontece.
A atividade dos músculos esqueléticos diminui, o que dificulta a absorção da glicose presente no sangue. Com o tempo, isso contribui para a resistência à insulina, um dos principais caminhos para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Leia também: As empresas que estão ganhando bilhões com a guerra no Irã
O metabolismo das gorduras também fica mais lento.
Problemas cardiometabólicos
O fluxo sanguíneo se torna menos eficiente, reduzindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Isso pode afetar a função vascular e, com o tempo, contribuir para o aumento da pressão arterial.
Em conjunto, essas alterações metabólicas e circulatórias elevam o risco de problemas cardiometabólicos, como níveis altos de açúcar no sangue, colesterol em níveis pouco saudáveis e acúmulo de gordura abdominal.
A má postura e a falta de movimento sobrecarregam o pescoço, os ombros e a região lombar, o que ajuda a explicar as dores e desconfortos tão comuns entre trabalhadores de escritório.

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Pequenas mudanças
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