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Rover da NASA fotografou “rosto cansado” em Marte

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA , ao custo de US$2,2 bilhões, o rover Perseverance pousou em Marte no dia 18 de fevereiro de 2021

Rover da NASA fotografou “rosto cansado” em Marte

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, ao custo de US$2,2 bilhões, o rover Perseverance pousou em Marte no dia. Desde então, ele tem revolucionado a nossa percepção do Planeta Vermelho.

Além de realizar importantes descobertas científicas e coletar amostras do solo marciano, o equipamento também costuma registrar imagens intrigantes, como uma rocha com formato de cobra, um eclipse solar, os destroços de seu próprio sistema de pouso, e até mesmo “uma porção de espaguete” e um “boneco de neve”.

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Em junho de 2022, o rover Perseverance, da NASA, tirou esta foto de um penhasco sobre uma pedra em formato de cabeça de cobra, usando seu sistema de câmera Mastcam-Z. Imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU

Em 2024, ele fez mais uma dessas capturas curiosas: flagrou uma cabeça humana “deitada” no chão, com uma expressão cansada. Em uma votação pública pela internet, a foto foi escolhida como a “Imagem da Semana 189 (22 a 28 de setembro de 2024)” da missão.

A imagem da rocha que se assemelha a um rosto foi capturada em 27 de setembro de 2024. Crédito: NASA / JPL-Caltech / ASU

Essa imagem, assim como algumas das outras citadas anteriormente, representa uma pareidolia, fenômeno psicológico comum em todos os seres humanos, que faz com que as pessoas reconheçam figuras de rostos humanos ou animais, por exemplo, em objetos, sombras, formações de luzes e em qualquer outro estímulo visual aleatório. É um truque da mente muito habitual quando, por exemplo, vemos as nuvens no céu e identificamos formatos familiares.

Necessidade de sobrevivência desenvolveu a pareidolia no ser humano

Carl Sagan, em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios– A ciência como uma vela no escuro”, destacou que a habilidade de reconhecer ameaças foi crucial para a sobrevivência ao longo da evolução humana.

Os primeiros humanos que fugiam ao perceber um possível leão escondido entre os arbustos tinham mais chances de sobreviver. Já aqueles que falhavam em identificar esse sinal de perigo poderiam ser devorados. Se, por acaso, o “leão” fosse apenas uma rocha, isso não importava– de qualquer modo, eles continuavam vivos e transmitiam seus genes para as futuras gerações. Mais de tecnologia

“O nosso cérebro está sempre tentando interpretar o mundo à sua volta. Uma das formas de fazer isso é identificando e aprendendo padrões, que são basicamente regularidades estatísticas no ambiente, pois esses padrões ajudam o cérebro a decidir como agir para garantir a sobrevivência”, explicou Jess Taubert, da Universidade de Queensland, na Austrália, ao site IFLScience. Leia também: FBI já apreendeu mais de 600 drones próximos a jogos da Copa do Mundo

Reportagem publicada originalmente em 10/10/2024.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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Tags: Marte

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