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Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro

Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro Crédito, United24 Legenda da foto, Os robôs poderão superar o número de soldados humanos no

Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro
Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, diante de robôs e drones

Crédito, United24

Legenda da foto, Os robôs poderão superar o número de soldados humanos no campo de batalha na Ucrânia
Published Há 3 horas
Tempo de leitura: 6 min

A previsão foi feita depois de o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar em abril que o país havia retomado territórios ocupados pelas forças russas pela primeira vez em uma operação realizada apenas com robôs e drones.

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Os dois lados da guerra passaram a usar amplamente sistemas aéreos e terrestres não tripulados, o que, segundo analistas, acelerou de forma significativa o desenvolvimento de tecnologias militares.

O avanço dessas tecnologias também intensificou o debate sobre o futuro das guerras e as consequências para os soldados.

Em um vídeo divulgado em abril para apresentar os novos armamentos robóticos desenvolvidos pela Ucrânia, Zelensky afirmou que uma posição inimiga havia sido tomada "exclusivamente por plataformas não tripuladas: robôs terrestres e drones". Leia também: A noite em que 21 óvnis invadiram o espaço aéreo brasileiro e foram perseguidos

As Forças Armadas ucranianas não divulgaram detalhes da operação.

No entanto, a declaração de Zelensky ocorreu após outra afirmação feita em fevereiro de que um único robô terrestre teria sido usado para conter um avanço russo durante 45 dias.

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A BBC News visitou a sede da UFORCE em Londres, no Reino Unido. O local não possui identificação externa e opera de forma discreta, medida que, segundo a empresa, busca reduzir riscos de possíveis ações de sabotagem por parte da Rússia.

Um representante da companhia se recusou a comentar a batalha envolvendo robôs mencionada pelo presidente da Ucrânia, mas afirmou que drones aéreos, terrestres e marítimos desenvolvidos pela UFORCE já estão sendo usados em operações de combate.

"Não posso entrar em detalhes sobre a operação nem sobre como a UFORCE esteve envolvida, mas já realizamos mais de 150 mil missões de combate bem-sucedidas desde a invasão russa em larga escala, em 2022", afirmou Rhiannon Padley, diretora de parcerias estratégicas da UFORCE no Reino Unido. Leia também: Venezuela extradita para EUA empresário colombiano aliado de Maduro

Robôs, drones e caminhões em um estúdio

Crédito, United24

Legenda da foto, Drones e armamentos produzidos na Ucrânia foram exibidos no vídeo divulgado pelo presidente

Ela acrescentou que confrontos entre robôs devem se tornar cada vez mais frequentes, com sistemas não tripulados podendo até superar o número de soldados humanos no campo de batalha.

A Rússia também vem utilizando robôs projetados para transportar explosivos até posições ucranianas. Analistas avaliam que os avanços nessa tecnologia tendem a transformar a forma como as guerras serão travadas no futuro.

"Vejo a Ucrânia como uma grande referência para o futuro da defesa nacional e da indústria armamentista", afirmou Melanie Sisson, pesquisadora do centro de estudos Brookings Institution, nos Estados Unidos. "É um exemplo impressionante de como a necessidade impulsiona a inovação."

A UFORCE faz parte de um grupo crescente das chamadas empresas de defesa "Neo-Prime", que desafiam gigantes tradicionais do setor, como BAE Systems, Boeing e Lockheed Martin.

Drone terrestre da UFORCE, veículo semelhante a um pequeno tanque equipado com um grande armamento na parte superior
Joe Tidy e Rich Drake na sede da Anduril em Londres, diante de um drone
Legenda da foto, A Anduril já garantiu bilhões de dólares em investimentos e contratos militares com o governo dos Estados Unidos

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