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Retatrutida leva à perda de 28% do peso corporal, diz último estudo da

Retatrutida leva à perda de 28% do peso corporal, diz último estudo da fabricante Fase 3 dos ensaios clínicos, última etapa antes da busca da aprovação por agências

Retatrutida leva à perda de 28% do peso corporal, diz último estudo da

Retatrutida leva à perda de 28% do peso corporal, diz último estudo da fabricante Fase 3 dos ensaios clínicos, última etapa antes da busca da aprovação por agências regulatórias, mostrou perda de peso comparável à da cirurgia bariátrica Uma das moléculas mais aguardadas no mercado de canetas emagrecedoras, a retatrutida passou por mais uma etapa-chave nos testes que buscam demonstrar seus benefícios: segundo a Eli Lilly, farmacêutica responsável pelo princípio ativo, o medicamento ainda experimental levou a uma perda média de 28,3% do peso corporal nos participantes do estudo, após 80 semanas de tratamento. Em quase metade dos casos que usaram a maior dosagem, esse índice passou de 30%.

O número, mais alto do que o observado em canetas já existentes hoje, tem um simbolismo a mais: ele torna a retatrutida comparável a procedimentos como a cirurgia bariátrica que, em média, costuma levar a uma perda de cerca de 30% a 35% do peso corporal total em um período semelhante. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (21) e fazem parte da fase 3 dos ensaios clínicos, a última etapa de testes em larga escala antes que um medicamento seja submetido à aprovação pelas agências regulatórias e (se tudo correr como esperado) chegue às farmácias. “

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Estilo de Vida, Vírus e Segurança de Medicamentos

O anúncio reforça como o tratamento da obesidade vive uma transformação acelerada. Em poucos anos, medicamentos deixaram de oferecer perdas modestas de peso para alcançar resultados antes restritos a procedimentos cirúrgicos”, comenta o médico endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, colunista de VEJA SAÚDE. Confira mais detalhes do estudo. Leia também: Panorama da Saúde: Estilo de Vida, Vírus e Segurança de Medicamentos

Quais foram os resultados da retatrutida? Como ela se compara ao que já existe? O trabalho acompanhou 2.339 adultos com obesidade ou sobrepeso com comorbidades, testando a retatrutida em doses de 4 mg, 9 mg e 12 mg.

Para controle, também houve um grupo que usou placebo, com canetas que não continham o medicamento. O resultado mais chamativo: quase metade (45,3%) dos participantes que usaram a dose mais alta, de 12 mg tiveram uma perda de peso superior a 30% do peso corporal total. Mas mesmo dosagens menores viram resultados significativos: aqueles que estavam com a retatrutida de 4 mg, por exemplo, ainda tiveram uma perda média de 19% do peso inicial, após 80 semanas de tratamento.

Na média geral do estudo, a perda do peso inicial foi de 28,3% após as 80 semanas de acompanhamento. Para comparação, o grupo com placebo teve uma redução de 2,2%. O número é maior que o da semaglutida (Ozempic e Wegovy), com uma perda de 15% a 20% após 72 semanas, a depender da dose, e que o da tirzepatida (Mounjaro), com uma redução de 15% a 22,5% em período semelhante, conforme a dose.

Para obter os efeitos desejados, os medicamentos sempre devem ser combinados a adequações no estilo de vida, como a adoção de uma alimentação mais regrada e a prática de atividades físicas. Uma das diferenças para o efeito maior do que gerações anteriores é a aposta na “tripla ação” da retratutida, explica Couri. “ Mais de saude

A retatrutida pertence a uma nova geração de drogas apelidadas de ‘triplo agonista’. Isso significa que ela atua simultaneamente em três receptores hormonais ligados ao metabolismo e ao controle da fome: GLP-1, GIP e glucagon. Hoje, medicamentos como a tirzepatida trabalham em dois desses mecanismos”, ressalta o especialista.

O que falta para a retatrutida chegar ao mercado? Mas vale o alerta: a retatrutida é extremamente promissora, mas ainda não está legalmente à venda em nenhum lugar do mundo. Neste momento, se você encontrar algum produto anunciando esse princípio ativo, pode ter certeza de que é um remédio falso. Leia também: fim da escala 6x1

Os resultados recém-publicados são de uma fase crítica dos estudos, geralmente a última antes da aprovação por agências regulatórias. Mas ainda é preciso passar pelo aval dessas agências, o que deve ocorrer ainda este ano nos Estados Unidos. A expectativa é que, se os passos seguintes avançarem dentro do previsto, ela comece a ser vendida por lá em 2027.

No Brasil, a chegada do remédio depende da aprovação da Anvisa, que ainda não tem prazo para ocorrer. Além do tempo de análise, o início da venda nacional também passa pelas estratégias comerciais de cada fabricante. Em situações semelhantes do passado, a espera foi sempre superior a um ano.

No caso do Ozempic, a caneta emagrecedora chegou por aqui em 2019, cerca de um ano e meio após a aprovação nos EUA; já para a tirzepatida (Mounjaro), a espera foi de quase três anos, com o medicamento disponível nos EUA já em 2022, mas só desembarcando no Brasil no meio de 2025.

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