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Operação Vérnix mira Marcola, irmão e prende Deolane

Ministério Público e Polícia Civil desarticulam complexo esquema financeiro da facção criminosa, que utilizava transportadora de fachada e envolvia nomes influentes do crime e da

Uma vasta operação deflagrada nesta quinta-feira ( ) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, denominada Operação Vérnix, tem como alvos o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, e a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A ação visa desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa, centrado em uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, interior de São Paulo.

Operação Vérnix: Alvos e Acusações

Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira, após ter retornado ao Brasil na quarta-feira (20), vinda de Roma, na Itália. Seu nome chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, segundo o G1. Já Marcola e Alejandro Camacho, que já estão detidos na Penitenciária Federal de Brasília, são alvo de novas ordens de prisão no âmbito desta investigação. Marcola, preso desde 1999 e transferido para Brasília em janeiro de 2023, é considerado o chefe do PCC, com uma condenação de 330 anos. Alejandro, também conhecido como Marcolinha, é apontado como um dos membros mais influentes da organização criminosa (G1).

O grupo é acusado de lavagem de dinheiro do crime organizado através de uma empresa de fachada. O esquema revelou uma estrutura sofisticada que movimentava recursos ilícitos, utilizando inclusive intermediários de destaque. Leia também: Influenciadora Deolane Bezerra e familiares de Marcola são alvos de operação

A Gênese da Investigação e Suas Fases

A investigação da Operação Vérnix, que se estendeu por sete anos, teve início em 2019 (G1) com a apreensão de bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Esses materiais, apreendidos pela Polícia Penal, revelaram referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de alta hierarquia e planos de ataques violentos contra servidores públicos (G1).

A partir daí, a apuração se desdobrou em quatro fases, conforme o G1: a primeira focou nos presos com os manuscritos; a segunda identificou uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau como empresa de fachada para lavar dinheiro; a terceira, durante uma operação sobre a transportadora, levou à apreensão de um celular com um operador do PCC, Ciro Cesar Lemos (G1), cujas mensagens revelaram o controle direto da cúpula da facção no esquema, com divisão de lucros e uso de intermediários, incluindo Deolane Bezerra e Emerson de Souza; e a quarta fase consistiu na confirmação técnica da lavagem por meio de relatórios financeiros, que detalharam o uso de empresas de fachada, depósitos fracionados e ocultação de patrimônio.

O Papel da Transportadora e Conexões com o PCC

A transportadora de cargas, localizada a poucos metros do presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, foi identificada como o epicentro do esquema de lavagem. As diligências conduziram à descoberta de movimentações financeiras milionárias incompatíveis com a renda declarada da empresa, que era usada para ocultar e legalizar recursos do PCC (G1). Mais de noticia

Trechos dos bilhetes apreendidos mencionavam uma “mulher da transportadora” que teria levantado endereços de agentes públicos para planejar ataques da organização criminosa. Ciro Cesar Lemos é apontado como o operador central do esquema, responsável pela compra de caminhões, realização de pagamentos, movimentação de recursos da cúpula do PCC, execução de ordens de Marcola e Alejandro e administração de patrimônio em nome da facção (G1). Leia também: Resumo das Notícias: Da Vacina ao Mercado de Leilões

Deolane Bezerra e a Rede de Lavagem

O nome da influenciadora digital Deolane Bezerra emergiu durante a análise do celular de Ciro Cesar Lemos, levantando suspeitas de repasses financeiros e conexões com a rede de lavagem de dinheiro do PCC (G1). A investigação sugere que ela e outros intermediários, como Emerson de Souza, estariam envolvidos na ocultação e movimentação dos lucros obtidos ilegalmente pela facção.

O que se sabe até agora

  • Marcola e Alejandro Camacho, chefes do PCC, são alvos de nova ordem de prisão por lavagem de dinheiro.
  • A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) no âmbito da mesma operação.
  • A Operação Vérnix, do Ministério Público e Polícia Civil, visa um esquema de lavagem de dinheiro do PCC via uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau (SP).
  • A investigação durou sete anos, começando em 2019 com a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Um dos operadores centrais do esquema, Ciro Cesar Lemos, foi identificado como responsável por movimentar recursos e administrar patrimônio do PCC.
  • Relatórios financeiros confirmaram o uso de empresas de fachada, depósitos fracionados e ocultação de patrimônio.

A Operação Vérnix representa um avanço significativo no combate à complexa estrutura financeira do PCC, demonstrando a capacidade das forças de segurança em rastrear e desmantelar redes de lavagem de dinheiro que se estendem para além das fronteiras dos presídios. A inclusão de figuras públicas no rol de investigados ressalta o desafio contínuo das autoridades em expor a extensão das atividades criminosas e suas ramificações na sociedade.

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

Influenciadora Deolane Bezerra e familiares de Marcola são alvos de operação
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